Stress térmico pode afetar chimpanzés que vivem na savana…

Stress térmico pode afetar chimpanzés que vivem na savana…

 

 

A equipa de investigadores realizou análises a amostras de urina de chimpanzés, onde encontraram desequilíbrios hormonais consistentes com desidratação e com o aumento do stress por calor, que incluiu a análise da creatinina e do cortisol. O clima em Fongoli pode ser aterrador, onde a temperatura média máxima é de 37º Celsius, e onde existem períodos de 6 a 7 meses em que não chove.
Para validar as descobertas, a equipa realizou testes similares em chimpanzés do Tai National Park, uma floresta tropical vizinha onde as condições são menos agrestes – temperaturas mais baixas e mais humidade. Sem surpresa, os chimpanzés baseados na floresta não exibiram os mesmos níveis de cortisol, o que significa que eles não experimentam o mesmo stress térmico que os chimpanzés da Savana. A disponibilidade de alimentos entre os dois habitats diferentes também indicou resultados curiosos: enquanto que a comida era mais abundante para os chimpanzés que viviam nas florestas tropicais, os chimpanzés da Savana desenvolveram gostos para novos tipos de alimentos para que pudessem satisfazer as suas necessidades energéticas.
Tendo em vista a atual mudança climática, estamos mais aptos a entender quais serão as consequências para o chimpanzé ocidental, criticamente ameaçado num futuro próximo, no que diz respeito ao aumento das pressões ecológicas e da necessidade em se adaptar de forma flexível ao aquecimento global. Pesquisas futuras podem discernir se essas características são exclusivas dos chimpanzés ou se se estendem a outras espécies.

 

Sabe mais em: https://www.labroots.com/trending/plants-and-animals/8778/heat-stress-impacts-lifestyle-chimpanzees-living-savana