De mal… a pior?

Este mamífero insectívoro endémico do nordeste de Portugal, centro e norte de Espanha e região dos Pirenéus está a desaparecer a um ritmo alarmante. Quem o diz são investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Géneticos (Cibio-InBio) da Universidade do Porto. Após recolher dados de distribuição geográfica em 74 locais das bacias hidrográficas do Tua e Sabor, afluentes do rio Douro, e criar mapas estatísticos para mapear prováveis ocorrências, os cientistas chegaram à conclusão que esta espécie teve uma taxa de extinção de 63,5%, comparativamente a um estudo anterior realizado entre 1993 e 1996.
Esta espécie é fortemente dependente de zonas designadas por cabeceiras, locais de nascentes em ambiente montanhoso. A desflorestação, construção de barragens e a poluição apresentam-se como os principais desafios à sobrevivência desta espécie e por isso, preservar estes locais especiais torna-se fundamental para proporcionar condições ideias para a toupeira-de-água.
