Butt Breathing, como Hibernar pelas Tartarugas!

As tartarugas são seres ectotérmicos pelo que a sua temperatura corporal acompanha a temperatura externa do ambiente. Para uma boa manutenção da sua temperatura, é ainda importante considerar a taxa respiratória pulmonar que influencia minimamente a temperatura destes seres.
Assim, é a relação entre a temperatura corporal e o metabolismo das tartarugas que permite a sua sobrevivência em condições completamente adversas, como é a estadia num lago frio bloqueado superficialmente por gelo.
Em água fria, a tartaruga tem um metabolismo lento: quanto mais frio o ambiente, mais lento fica o seu metabolismo, logo as necessidades energéticas e em oxigénio diminuem.
Quando as tartarugas hibernam, ficam dependentes das suas reservas de energia e da absorção de oxigénio que conseguem fazer do ambiente.
A absorção é tão mais eficiente quanto mais rico for o tecido corporal em vasos sanguíneos, uma vez que estas moléculas são coletadas pelas superfícies corporais. Ora, estes animais apresentam uma área especialmente bem vascularizada para o efeito – a cloaca!
A respiração cloacal, assim designada tecnicamente, é tão especializada que permite o suporte das necessidades mínimas do animal sem auxílio pulmonar, durante a época de hibernação da tartaruga.
Caso o lago não consiga suportar realmente as necessidades de oxigénio do animal, a tartaruga possui ainda uma técnica extra para a sua sobrevivência: muda o seu metabolismo de aeróbio para anaeróbio, habilidade esta que é incrível e perigosa se contínua por longos períodos de tempo. O animal consegue suportar cerca de 100 dias nestas condições, armazenando os ácidos nos tecidos que, após acordar, demoram a retornar à sua atividade normal – o animal emerge da hibernação com cãibras musculares grandes, que são mais rapidamente recuperadas por exposição ao sol e ativação consequente do seu metabolismo.
