Bartolenose Felina

Bartolenose Felina

 

Bartonella é uma bactéria gram-negativa intracelular que infeta as hemácias e as células endoteliais. A espécie felina pode ser infetada por cinco espécies diferentes desta bactéria, tais como Bartonella henselae, B. clarridgeae, B. bovis, B. koehlerae e B. quintana. Não só os gatos servem de reservatório desta bactéria, outros animais domésticos e selvagens podem apresentar este agente patogénico e transmiti-lo a outros animais ou humanos, tais como os cães, ratos e vacas. Esta transmissão pode também ser realizada através de vetores artrópodes tais como pulgas, moscas e flebótomos. Quando esta bactéria se encontra no hospedeiro de reservatório provoca infeções endoteliais intra-eritrócitárias e vasculares crónicas. A bactéria pode localizar-se nas válvulas cardíacas, causando endocardite, pode causar também inflamações granulomatosas nos linfonodos, fígado ou rins. Poderá também induzir disfunção do sistema nervoso central e contribuir para poliartrites inflamatórias.
Ao exame hematológico, não são frequentemente encontradas anormalidades e, quando ocorrem, apresentam trombocitopenia, linfocitose e neutropenia.
Para o diagnóstico desta doença é realizada uma cultura de sangue ou tecidos – linfonodos ou válvulas cardíacas – amplificando a sequência especifica do ADN pelo método de PCR. Pode-se também proceder a uma cultura em placas de Agar com condições favoráveis ao crescimento da bactéria.
Em gatos experimentalmente infetados com B. henselae através de transfusões sanguíneas foram detetados quadros de estados febris de duração entre 48-72h, anemia leve a moderada e disfunções neurológicas.
Os antibióticos recomendados para o tratamento da bartolenose felina é a doxiciclina, eritromicina e rifampicina, no entanto, não são os únicos a produzir efeitos benéficos.
Nos humanos, esta bactéria é a causadora da tão conhecida Doença da Arranhadura dos Gatos, cuja predominante causa é a B. henselae. Quando um ser humano é mordido por um gato que possua esta bactéria desenvolve linfoadenopatias perto da região da mordedura. Manifestações atípicas desta doença podem passar por derrames pleurais, pneumonias, hepatites granulomatosas e/ou esplenites.
É importante salientar a relevância dos desparasitantes externos para a diminuição da transmissão desta bactéria entre animais e humanos uma vez que vão eliminar possíveis vetores ascarídeos.

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