Espanha aposta na reintrodução de espécies extintas

A partir de 2015 foi desenvolvida uma lista de espécies autóctones espanholas já extintas. O objetivo é perceber quais apresentam potencial para que sejam desenvolvidos programas de reintrodução.
A lista é agora conhecida e engloba 32 espécies, desde animais a plantas.
De entre essas espécies conta-se, por exemplo, a foca-monge, cujos primeiros exemplares deverão regressar às Ilhas Canárias entre 2019 e 2020, provenientes de colónias ainda existentes na Mauritânia. Já de França deverão chegar esturjões com o objetivo de serem reintroduzidos no rio Ebro.
Miguel Aymerich, subdiretor-geral da Biodiversidade e Meio Natural do Ministério para a Transição Ecológica, relembra que estes programas exigem intensos estudos sobre o habitat e as suas condições de viabilidade, a interação com as populações humanas, a aceitação dessas populações, entre outros. Um estudo para a reintrodução do lince-europeu na região dos Pirenéus revelou que não era bem aceite pelos pastores e criadores de gado.
De entre as espécies da lista consta ainda a águia-rabalva, o galo-lira e a baleia-franca-do-atlântico-norte. Esta última, que desapareceu devido ao excesso de caça, não pode ser reintroduzida com recurso a projetos de reprodução e libertação, mas espera-se que a melhoria do habitat atraia de novo estes mamíferos para águas espanholas.
