Cientistas investigam inteligência dos polvos

Cientistas investigam inteligência dos polvos

 

Os investigadores que se dedicam ao estudo da inteligência animal têm analisado a forma como certos animais, como os golfinhos ou papagaios, evoluíram de forma a tornarem-se tão inteligentes. No entanto, outras espécies como polvos, lulas e chocos representam ainda um mistério. Isto porque os outros animais considerados inteligentes desenvolveram as suas capacidades ao longo de vidas longas e ambientes sociais complexos. Os cefalópodes contrariam esta regra, uma vez que têm uma expectativa de vida curta e o ambiente em que se inserem é considerado simples do ponto de vista social.
Se pensarmos que a inteligência é uma ferramenta fundamental para resolver problemas imprevisíveis, é normal que animais que enfrentem esse tipo de problemas tenham evoluído nesse sentido, com cérebros cada vez mais potentes. Estas imprevisibilidades tanto podem ser de carácter social, na interação com outros membros da espécie, ou ecológica, na procura de alimento.
Os polvos, lulas e chocos são animais que demonstram sinais de inteligência, mas que parecem não ter sido sujeitos a estas duas variáveis, uma vez que são animais solitários e com uma longevidade reduzida.
Os cientistas pensam que quando os ancestrais dos polvos evoluíram no sentido de perder as conchas protetoras, um novo mundo de oportunidades surgiu, possibilitando a procura de alimento em locais até então inacessíveis. Mas sem a sua proteção, os animais tornaram-se mais vulneráveis, pelo que pode ter sido essa a razão para o desenvolvimento cognitivo do polvo. No entanto, isto é apenas uma teoria e a inteligência destes animais continua envolta em mistério…

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