Aves e morcegos ajudam a reduzir uso de pesticidas

A revista “Agriculture, Ecosystems and Environment” publicou um estudo recente que comprova que o uso de vertebrados como morcegos e aves tem vindo a diminuir o dano nas colheitas. A simples instalação de caixas de ninho atrai vertebrados para terrenos de agricultura. Existem vários exemplos de localizações nas quais o benefício foi notório.
Em Michigan, a instalação de caixas-ninho levou a que um pequeno falcão, o peneireiro-americano, fosse atraído para plantações de mirtilos e cerejeiras. Estes alimentam-se de várias espécies que ingerem este fruto, tais como gafanhotos, roedores e pequenas aves, diminuindo assim o número das mesmas e preservando os frutos.
Na Indonésia a presença de aves e morcegos levou a um aumento de 132kg por acre nas plantações de cacau, o que equivale a aproximadamente 240€ por acre. Na Jamaica houve uma poupança entre 15€ e 102€ por acre de café, devido à diminuição da utilização de pesticidas.
Em Espanha este método também já é utilizado nos arrozais, aumentando a população de morcegos que se encontrava em declínio e diminuindo as pragas.
Na Nova-Zelândia ocorreu um dois em um: além dos benefícios agrícolas, foi recuperada uma espécie, o falcão-da-Nova-Zelândia, que estava classificada como “quase ameaçada”, para a introduzir nas planícies com plantações de vinha. Estes animais protegem as vinhas, e através da Malborough Falcon Trust, os agricultores participam em atividades tais como a educação da população, ativismo e angariações de fundos, de forma a preservar as espécies.
O aumento da utilização de aves de rapina em plantações agrícolas pode ajudar no controlo de pragas e reduz a utilização de pesticidas, o que permite produzir alimentos com menos químicos e potenciar a criação de espécies de certas aves.
