Cães: Raças portuguesas em perigo

Cães: Raças portuguesas em perigo

 

Em Portugal existem atualmente 11 raças de cães autóctones: Podengo Português, Perdigueiro Português, Cão do Barrocal Algarvio, Cão de Castro Laboreiro, Barbado da Terceira, Rafeiro do Alentejo, Cão de Gado Transmontano, Serra da Estrela, Cão de Serra de Aires, Fila de São Miguel e Cão de Água. No entanto, segundo a DGAV, existem penas 25 mil animais conhecidos destas raças.
Apesar de existirem inúmeras raças portuguesas, a maioria são de grande porte e muito ligadas ao trabalho, nomeadamente ao pastoreio ou à caça. Segundo o Clube Português de Canicultura (CPC), estas caraterísticas não são muito atrativas para a maioria dos portugueses, que moram em habitações com pouco espaço.
Os números oficiais dos efetivos destas raças não são precisos, mesmo após o CPC ter decidido, em 2014, acabar com a taxa de registo das ninhadas destas raças. No entanto, muitos criadores continuam sem efetuar o registo, apesar da gratuitidade do processo.
Das 11 raças, algumas como o Cão de Água, Perdigueiro, Cão de Gado Transmontano ou Podengo (grande de pelo cerdoso) têm registado um ligeiro aumento, enquanto o Rafeiro do Alentejo ou o Serra da Estrela se encontram estáveis. A principal preocupação recai sobre as restantes raças, que possuem menos visibilidade e por isso estão em declínio. O CPC tem apostado na divulgação das raças a nível internacional, tendo algum sucesso em países escandinavos, por exemplo. O clube lamenta também a falta de subsídios.

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