Formação de ilhas promove diversidade entre pinguins

Formação de ilhas promove diversidade entre pinguins

 

Uma nova pesquisa, publicada na revista Molecular Biology an Evolution, sugere que a formação de ilhas estimula a diversidade nas populações de pinguins. Pensando em ideais anteriores, há sentido nesta constatação: já Darwin fez a conexão entre o isolamento da vida em ilha, a sua evolução e especiação – nas diferentes ilhas do arquipélago de Galápagos, Darwin notou diferenças entre os tentilhões, tartarugas e lagartos.
Tendo em conta este panorama, os cientistas acreditam que uma dinâmica similar alimentou a diversidade dos pinguins modernos, apesar do facto de que estes animais passam a maior parte das vidas no mar.
A equipa envolvida neste estudo pesquisou a taxa de diversidade dos pinguins modernos usando amostras de pele, osso e sangue. Analisaram também os restos de pinguins alojados em várias coleções de museus. O sequenciamento genómico ajudou no melhor entendimento do momento da diversificação dos pinguins.
A análise da ramificação da árvore genealógica dos pinguins e o surgimento das ilhas nos últimos 5 milhões de anos revelou uma forte ligação entre os dois fenómenos. Os pesquisadores também determinaram que a especiação conduzida pela ilha pode ajudar a explicar duas recentes extinções causadas pelo Homem.
As ilhas dirigem a especialização e a especiação, mas também dificultam que os animais mudem e adaptem-se quando o ambiente muda repentinamente – um dos exemplos é a chegada de humanos que caçam pinguins, impossível de contornar pelos mesmos.

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