Colónias de formigas – uma ou várias Rainhas?

Colónias de formigas – uma ou várias Rainhas?

 

Um artigo publicado na revista Current Biology, no passado mês de Abril, revela que para uma mesma colónia de formigas pode existir mais do que uma rainha.
Tudo aconteceu na Flórida, quando o pesquisador Kip Lacy e os seus colegas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos faziam o levantamento de colónias de formigas. O grupo descobriu a coexistência de duas estruturas sociais dramaticamente diferentes entre a mesma colónia de formigas.
Os factos revelaram-se ainda mais interessantes quando os investigadores verificaram que as colónias com várias rainhas podiam encontrar-se nas proximidades de colónias uni-rainha. Ou seja, a coexistência de colónias de diferentes estruturas sociais não era influenciável.
A existência deste comportamento social foi identificado como relacionado com um “cromossoma social”, uma mutação genética que foi designada como “Síndrome de Polygyne”. As formigas de colónias Polygyne demonstram-se como menores em tamanho e apresentam níveis mais baixos de agressão contra formigas desconhecidas.
Um ponto controverso na descoberta destes dois tipos de colónias foi o modo de reprodução: em colónias com múltiplas soberanas, as rainhas reproduziam-se assexuadamente e os trabalhadores sexualmente. Em colónias uni-rainha, a monarca e os trabalhadores reproduziam-se sexualmente. Daqui deriva a suposição de que a diversidade genética destas novas colónias descobertas deriva do acasalamento entre as multi-rainhas com os machos de colónias de rainha única.
Com este comportamento, os machos não têm vantagens produtivas, mas as líderes sim, pelo que o comportamento foi designado de “Parasitismo de Esperma”.

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