Prolapsos uterinos em vacas

Prolapsos uterinos em vacas

 

Prolapsos uterinos ocorrem mais frequentemente nas primeiras 24 horas pós-parto e a sua incidência ronda entre os 0,002% e os 0,6%. Isto significa que é uma complicação considerada não muito comum.
Apresenta vários fatores predisponentes, entre os quais podemos destacar a hipocalcemia, distocia e um elevado tamanho do feto, sendo a hipocalcemia o fator mais comum uma vez que irá diminuir o tónus uterino e atrasar a involução cervical.
Relativamente aos sinais clínicos, estes são muito percetíveis estando os tecidos aumentados e edematosos. Fraqueza, prostração e ansiedade podem ser também notados e muitos animais poderão ainda desenvolver choques hipovolémicos devido à elevada perda de sangue.
O tratamento passa por uma lavagem exaustiva do útero e se a vaca apresentar sinais de hipocalcemia terá de ser administrado cálcio endovenoso. A vaca terá que ser anestesiada com procaína 2% – epidural – no primeiro espaço intercocígeo e o útero deverá ser recolocado, se possível com a vaca de pé. Certos clínicos recorrem também a injeções de oxitocina intra-uterina com o objetivo de reduzir o tamanho do útero para uma recolocação mais facilitada.
O prognóstico é favorável em casos não complicados, no entanto, esta patologia poderá ter efeitos negativos na fertilidade da vaca a longo prazo.

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