Pais não biológicos cruciais no desenvolvimento cerebral dos mamíferos

Pais não biológicos cruciais no desenvolvimento cerebral dos mamíferos

 

O trabalho de cuidar das crias não passa unicamente pelos progenitores e o acordo com aloparentes (progenitores não verdadeiros) envolve entrada energética importante numa população.
Neste estudo foram analisados dados relativos ao comportamento parental, tamanho do cérebro e fertilidade de 478 espécies de mamíferos, incluindo leões, ratos, suricatas e macacos. A análise mostrou que diferentes tipos de apoio parental auxiliam diferentes avanços evolutivos na espécie.
Uma vez que tanto a reprodução como o crescimento e manutenção do tecido cerebral são energeticamente muito dispendiosos, as fêmeas procuram, como via de poupança de energia, a partilha dos cuidados parentais com outros elementos do grupo em que se integram. Ou seja, além dos cuidados parentais, nos mamíferos os cuidados aloparentais têm um peso muito importante.
A nova pesquisa aqui referida foi publicada na revista Behavioral Ecology and Sociobiology, no fim deste mês de Maio, e suporta que este papel importante pode revelar-se no tamanho do cérebro e fertilidade da cria!
A ajuda aloparental não é a principal fonte para o crescimento cerebral das fêmeas. No entanto, é um estímulo biológico muito importante no que toca à fertilidade: a presença de auxílio aloparental está relacionada com ajustes no tamanho das ninhadas e quantidades maiores de entradas energéticas nas mesmas.
Este fenómeno caracteriza-se, assim, por ser uma parentalidade cooperativa multifamiliar. Além destes pontos, é importante considerar também a dieta dos animais, onde determinados alimentos podem promover igualmente o desenvolvimento cerebral dos estudados.

VER MAIS