Labradores Chocolate são menos saudáveis que os seus amigos amarelos e pretos?

Um grupo de investigadores internacionais examinou dados de mais de 2.000 labradores do Reino Unido em 2013 para um novo estudo. A informação foi utilizada para um projeto de pesquisa chamado VetCompass, uma colaboração entre a Universidade de Sydney e o Royal Veterinary College da Universidade de Londres. O grupo de cerca de 2.000 labradores foi selecionado aleatoriamente a partir de um conjunto maior que continha mais de 33.000 labradores.
O estudo revelou que, dentro do conjunto de amostras de cães estudadas, a incidência de doenças de pele e ouvido foi muito mais prevalente em labradores cor chocolate do que em outros labradores. Por exemplo, as taxas de infeção cutânea comum em cães chamada dermatite piotraumática eram mais do que duas vezes maiores nos labradores cor chocolate do que nos pretos e amarelos. Da mesma forma, a otite externa (uma infeção do canal auditivo) também aparecia com mais frequência nos labradores chocolate do que nos outros.
A cor da pele destes cães parece também estar associada ao tempo de vida. Os investigadores descobriram que os labradores não-chocolate viviam, em média, 12 anos no Reino Unido, enquanto os labradores chocolates viviam, em média, 10,7 anos – uma diferença de mais de 10%. Ainda é desconhecida a relação entre a cor da pele e a saúde do cão, e os autores acreditam que a descoberta “merece mais investigação”.
No entanto, a genética desempenha um papel importante. Uma característica como a cor da pele de um cão é ditada pela combinação de dois genes: um da mãe e outro do pai. Um gene pode ser “recessivo” ou “dominante”. A cor chocolate nos labradores é codificada por genes recessivos, o que significa que os filhotes devem receber um gene de cada um dos pais que codifica a cor do chocolate para que o filhote tenha pela cor de chocolate -se o gene fosse dominante, o filhote precisaria de apenas um gene para ter o traço.
Não está claro se o que foi evidenciado neste estudo é verdade em outras raças, assim como nos labradores de outras partes do mundo. Agora, os investigadores realizam um estudo similar na Austrália.
