Mutação genética e síndrome obstrutiva das vias aéreas superiores em braquicéfalos

Uma nova investigação identificou uma mutação genética que pode estar por trás do aparecimento de sintomas respiratórios verificados em cães da raça Bulldog e Norwich Terrier.
O estudo mais recentemente publicado na revista PLOS Genetics questiona se a forma do crânio é o único fator de predisposição determinante para o aparecimento de síndrome obstrutiva das vias aéreas superiores dos braquicéfalos (BOAS) em cães.
Investigadores da Universidade de Edinburgh Royal School of Veterinary Studies analisaram 401 cães da raça Norwich Terrier, já que esta raça apesar de não ser considerada uma raça braquicéfala apresenta os mesmo sintomas respiratórios que por exemplo um Bulldog. Desta forma, é possível identificar outros fatores predisponentes não relacionados com a forma e dimensão do crânio.
Para tal, a equipa de investigação realizou um estudo genético de modo a identificar os genes relacionados com o aparecimento de síndrome das vias aéreas superiores. Esta análise identificou uma mutação no gene ADAMTS3, sendo que esta mesma mutação também foi registada em alguns cães da raça Bulldog Francês e Bulldog Inglês.
Estudos anteriores verificaram uma relação entre alterações do gene ADAMTS3 com o aparecimento de edema das vias respiratórias, uma caraterística comum em cães da raça Norwich Terrier diagnosticados com síndrome das vias aéreas superiores e em Bulldogs diagnosticados com BOAS.
