Classificação da Epilepsia

Classificação da Epilepsia

 

A epilepsia é definida pela existência de atividade convulsiva recorrente ao longo do tempo, afetando menos de 1% dos animais.
 
Tem variadíssimas causas, tais como causas apenas genéticas ou que se desenvolvem por influências genéticas e epigenéticas complexas. Lesões cerebrais como trauma, infeção, inflamação ou neoplasias podem também levar a epilepsia.
 
Quanto à etiologia, a epilepsia pode ser definida como idiopática ou estrutural.
 
A epilepsia idiopática ainda pode ser definida como genética, suspeita genética e sem causa definida. Na genética, foi identificado um gene específico que causa esta doença. Na suspeita genética há uma influência genética devido a uma maior prevalência na raça ou nos familiares. A epilepsia sem causa definida ocorre quando todas as outras causas foram descartadas.
 
A epilepsia estrutural é caracterizada por convulsões provocadas por uma patologia cerebral vascular, inflamatória, infeciosa, traumática, neoplásica ou degenerativa.
 
Quanto ao tipo de convulsão, a epilepsia pode ser definida como focal ou generalizada.
 
A focal é caracterizada por sinais regionais, originados por uma atividade elétrica anormal num grupo localizado de neurónios. Refletem o envolvimento de uma região do hemisfério cerebral e não afetam a consciência. A epilepsia focal subdivide-se em motora (contrações rítmicas de uma parte do corpo), autonómica (hipersiália, vómito ou diarreia) ou comportamental (ansiedade ou reações de medo exageradas).
 
A generalizada reflete o envolvimento de ambos os hemisférios cerebrais. A epilepsia generalizada pode também ser uma evolução da epilepsia focal. Subdivide-se em convulsões tónico-clónicas, tónicas (rigidez muscular generalizada), clónicas (movimentos pedalatórios e contrações bruscas esporádicas), atónicas (perda súbita e breve do tónus muscular) ou mioclónicas (contrações musculares breves).
 
Existem 4 fases distintas associadas a uma convulsão: pródromo, aura, ictus e fase pós-ictal.
 
O pródromo é o período de tempo (horas ou dias) antes do começo da convulsão propriamente dita, em que há alterações no comportamento do animal, tais como inquietação ou ansiedade.
 
A aura é o período de tempo imediatamente antes da convulsão, quando os animais podem apresentar uma atividade sensorial como medo, agressividade, salivação etc.
 
O ictus é a convulsão propriamente dita, pode ser generalizada, focal ou focal que evolui para generalizada.
 
A fase pós-ictal pode durar segundos ou horas. O animal apresenta-se com um comportamento anormal, ataxia, sonolência, cegueira e défices neurológicos sensoriais e motores.