A importância dos parasitas

O parasitismo sempre foi usado como um termo pejorativo, contudo o que muitos de nós não sabemos é que os parasitas também podem ser muito benéficos. Na realidade, é uma forma de simbiose entre o parasita e outro organismo.
A forma como se alimentam é um fator diferenciador de parasitas. Assim, os endoparasitas instalam-se dentro do hospedeiro (por exemplo, as ténias); as ectoparasitas bebem o sangue dos hospedeiros.
Além de viverem nos hospedeiros, os parasitas podem esterilizá-los, interferir no seu sistema imunitário ou até alterar o seu comportamento (como o fungo Cordyceps em formigas). Alguns parasitas simplesmente captam recursos de forma aleatória.
Atenção que os parasitas não são necessariamente os seres microscópicos ou macroscópicos de pequenas dimensões a que estamos habituados. Temos o exemplo do Cuco-canoro, este pássaro coloca os seus ovos no ninho de outro pássaro, obrigando-o a criar os ovos de cuco. Temos também a Rhinanthus minor, uma planta que bebe a água das gramíneas hipercompetitivas e enfraquece-as. Num terreno onde queremos uma vasta quantidade de flores, esta planta só traz benefícios, visto matar as gramíneas que matam as flores.
Contudo, e apesar de parecer que os parasitas só trazem estragos, muitas das características descritas em cima poderão ser benéficas, nas situações certas. No entanto, este é um ser vivo que é altamente negligenciado, ao ponto de muitas das suas espécies (muitas delas, novas espécies) estarem a entrar em risco de extinção. Isto é importante, porque neste caso não falamos em parasitas humanos nem de espécies domésticas/pecuárias, mas sim parasitas que são benéficos para a história evolutiva e para continuar a preservar a integridade e estabilidade de muitos ecossistemas.
