Deformidades Congénitas dos Membros

Deformidades Congénitas dos Membros


 

Em poldros, uma posição constante de flexão ou a incapacidade de estender completamente uma articulação denomina-se deformidade flexora, podendo esta ser congénita ou adquirida. Em alguns animais afetados, para alem dos tendões digitais, também as suas unidades musculotendíneas, ligamentos e cápsulas articulares impedem a normal extensão do membro.
Algumas das causas mais comuns são o mau posicionamento no útero, uma predisposição genética, a má nutrição e/ou exposição a teratógenos. Geralmente, as articulações mais afetadas são a interfalangica distal do membro anterior ou as metacarpofalangianas.

Já as deformidades congénitas afetam principalmente as articulações do carpo, metacarpofalangianas ou metatarsofalangianas. Estas deformidades variam em gravidade e número de articulações afetadas. Embora haja casos de resposta positiva, mesmo em graves deformidades, a flexão severo carpo ou a artrogripose são casos com pouco sucesso em que muitas vezes os animais acabam por ser eutanasiados.

É essencial, ao examinar o potro neonato, determinar se o animal consegue ficar em estação sem auxílio. Podem utilizar-se exercícios mais controlados, como sair com a égua por uma hora diária para alongar os tecidos moles, protegendo os membros do seu uso exagerado. O progresso deve ser monitorizado e registado diariamente. Se os potros suportam o peso com a articulação do boleto dobrada para a frente, os tendões extensores ficam tensos e os flexores moles. Assim, o membro deve ser imobilizado no sentido de estender esta articulação e carregar sobre os tendões flexores.

No caso de os potros não serem capazes de ficar de pé, é necessário imobilizar o membro em extensão para permitir que o animal apoie o seu peso corporal. As talas devem ser aplicadas com cuidado, já que podem facilmente causar úlceras por pressão, assim devem ser feitas de material forte e leve, como PVC. Os membros devem ser acolchoados com algodão coberto de fita elástica. O uso de talas é aconselhado até que consiga apoiar-se sozinho e as articulações se aproximem do normal. Também é possível proceder a uma ferragem corretiva, embora seja mais limitada enquanto tratamento.

A administração intravenosa de oxitetraciclina pode ser útil nestes casos. Muitas vezes, notam-se melhorias após um único tratamento no entanto, deve ser usada com cuidado, já que é nefrotóxica. Os AINES devem ser usado para as dores, sempre com o conhecimento de que podem causar úlceras gástricas. A cirurgia deve ser reservada para potros que não respondem a nenhum outro tratamento.

Bibliografia
Adams, Stephen B., Management of Congenital and Acquired Flexural Limb Deformities 2020.