Caravela portuguesa – já ouviste falar?

Caravela portuguesa – já ouviste falar?

 

 

A caravela-portuguesa (Physalia physalis) possui várias características que a tornam um pouco invulgar, quando comparada com outros seres vivos marinhos.
Primeiramente, não se trata de uma das muitas espécies de alforrecas que existem, apesar de pertencer ao mesmo grande grupo de animais (os cnidários).
Uma caravela-portuguesa não é propriamente um animal, mas sim uma colónia de animais que mantêm uma relação simbiótica para assegurar a sua sobrevivência. Cada colónia alberga quatro tipos diferentes de estruturas especializadas nas suas funções principais de flutuação, reprodução, captura e digestão de presas que, na prática, funcionam como se fossem um único organismo. Estas colónias têm longos tentáculos, especializados na captura de presas que incluem pequenos peixes, crustáceos, etc. Quando querem pescar uma refeição, esticam esses tentáculos (que são maioritariamente transparentes e com pigmentos semelhantes a pequenos peixes e crustáceos) que servem de isco às suas presas. Quando estas tocam nos seus tentáculos, há células que disparam ferrões microscópicos por onde são injetadas toxinas que atordoam ou matam as presas. O problema são os casos em que este mecanismo é usado em banhistas, o que provoca dores intensas, lesões na pele e, em casos mais graves, problemas cardiorrespiratórios. Estas colónias estão perfeitamente adaptadas a viver sempre em mar aberto, preferindo as águas mais quentes das regiões tropicais e subtropicais, sendo a sua transparência a camuflagem mais apropriada para passarem despercebidas dentro de água. Apesar de ainda não se conhecer bem a reprodução deste predador, sabe-se que as estruturas reprodutoras de cada colónia são todas do mesmo sexo, supondo-se que estas colónias se reúnam em grandes grupos, durante o outono, para libertar os seus gâmetas para a água.

 

Podes ver mais em: http://animaldiversity.org/site/accounts/information/Physalia_physalis.html