{"id":1682,"date":"2018-06-11T10:53:42","date_gmt":"2018-06-11T09:53:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=1682"},"modified":"2018-06-11T10:54:23","modified_gmt":"2018-06-11T09:54:23","slug":"virus-de-schmallenberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2018\/06\/11\/virus-de-schmallenberg\/","title":{"rendered":"V\u00edrus de Schmallenberg"},"content":{"rendered":"<h3><strong>V\u00edrus de Schmallenberg<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/2-2.png \" width=\"350\" height=\"350\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O v\u00edrus de Schmallenberg (SBV) \u00e9 um v\u00edrus de RNA, genoma segmentado de sentido negativo que pertence \u00e0 fam\u00edlia Bunyaviridae e ao g\u00e9nero Orthobunyavirus. Foi detetado pela primeira vez em novembro de 2011, na Alemanha, em bovinos de leite que apresentavam como sinais cl\u00ednicos: febre e redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 sua resist\u00eancia, quando submetido a temperaturas entre os 50 e 60\u00b0C por cerca de 30 minutos, perde a sua capacidade infetante. Apresenta vulnerabilidade na presen\u00e7a de desinfetantes comuns e n\u00e3o sobrevive muito tempo fora do seu hospedeiro ou vetor.<br \/>\nA sua transmiss\u00e3o \u00e9 por intermedi\u00e1rio de insetos vetores (Culicoides), infeta apenas ruminantes, n\u00e3o \u00e9 zoon\u00f3tico e que a transmiss\u00e3o atrav\u00e9s da placenta j\u00e1 foi comprovada. O seu per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o ronda entre um a dois dias.<br \/>\nSangue de adultos infetados, placentas e c\u00e9rebros de fetos s\u00e3o algumas das amostras que podem ser recolhidas para a confirma\u00e7\u00e3o da infe\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs sinais cl\u00ednicos variam muito consoante a idade e a esp\u00e9cie do animal. Em animais adultos os sinais cl\u00ednicos s\u00e3o, normalmente, pouco espec\u00edficos, tais como: febre acima dos 40\u00b0C, redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de leite, aborto e diarreia. Relativamente aos nados-mortos e rec\u00e9m-nascidos com malforma\u00e7\u00f5es, s\u00e3o comumente encontrados sinais como anquilose, hidranencefalia, escoliose e artrogripose. Estas malforma\u00e7\u00f5es cong\u00e9nitas variam e dependem da fase da gesta\u00e7\u00e3o no momento em que foram infetados.<br \/>\nDevido aos sinais cl\u00ednicos pouco espec\u00edficos em adultos, todas as poss\u00edveis causas de febres elevadas, abortos e diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o devem ser consideradas como diagn\u00f3sticos diferenciais. No caso de nascimentos de animais com malforma\u00e7\u00f5es devemos ter em considera\u00e7\u00e3o outros v\u00edrus do g\u00e9nero Orthobunyavirus, subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e, por exemplo, o v\u00edrus da l\u00edngua azul.<br \/>\nPara a dete\u00e7\u00e3o do v\u00edrus em animais vivos s\u00e3o recolhidas amostras de soro e sangue em EDTA, sendo que estas ter\u00e3o de ser transportadas a temperaturas de refrigera\u00e7\u00e3o. Contudo, no caso dos rec\u00e9m-nascidos, devem ser colhidas amostras de l\u00edquido amni\u00f3tico e de tecido cerebral. A dete\u00e7\u00e3o de anticorpos pode ser realizada atrav\u00e9s do flu\u00eddo peric\u00e1rdico e poderemos recorrer tamb\u00e9m \u00e0 histopatologia, com amostras de tecido nervoso central. Depois de recolhidas as amostras, algumas poder\u00e3o ser analisadas pelos testes PCR e ELISA.<br \/>\nAtualmente, n\u00e3o h\u00e1 um tratamento espec\u00edfico para esta doen\u00e7a, por isso \u00e9 muito importante trabalhar na \u00e1rea da preven\u00e7\u00e3o, sendo que podemos tomar medidas como: controlo dos vetores na \u00e9poca em que se encontram mais ativos e reprogramar as datas de nascimentos dos animais fora das alturas mais prop\u00edcias dos vetores. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"word-wrap: break-word;\">Sabe mais sobre esta doen\u00e7a em: <a style=\"color: white; font-weight: bold; text-decoration: underline;\" href=\"http:\/\/www.oie.int\/en\/scientific-expertise\/specific-information-and-recommendations\/schmallenberg-virus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.oie.int\/en\/scientific-expertise\/specific-information-and-recommendations\/schmallenberg-virus\/  <\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"word-wrap: break-word;\">Podes ver mais em: <a style=\"color: white; font-weight: bold; text-decoration: underline;\" href=\"http:\/\/www.veterinaria-atual.pt\/no-campo\/virus-de-schmallenberg-confirmado-no-concelho-do-sabugal\/ \" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.veterinaria-atual.pt\/no-campo\/virus-de-schmallenberg-confirmado-no-concelho-do-sabugal\/ <\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>V\u00edrus de Schmallenberg &nbsp; &nbsp; O v\u00edrus de Schmallenberg (SBV) \u00e9 um v\u00edrus de RNA, genoma segmentado de sentido negativo que pertence \u00e0 fam\u00edlia Bunyaviridae e ao g\u00e9nero Orthobunyavirus. 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