{"id":3996,"date":"2019-10-16T23:46:46","date_gmt":"2019-10-16T22:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=3996"},"modified":"2019-10-16T23:46:46","modified_gmt":"2019-10-16T22:46:46","slug":"incendios-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2019\/10\/16\/incendios-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Inc\u00eandios na Amaz\u00f3nia"},"content":{"rendered":"<h3><strong>Inc\u00eandios na Amaz\u00f3nia <\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/LM1-fb.jpg\" width=\"350\" height=\"350\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Amaz\u00f3nia, tamb\u00e9m conhecida como pulm\u00e3o do mundo, est\u00e1 em perigo h\u00e1 bastante tempo, devido \u00e0 desfloresta\u00e7\u00e3o, mas recentemente os inc\u00eandios simult\u00e2neos alertaram o mundo.<br \/>\nEsta floresta, que \u00e9 a casa de 1\/10 das esp\u00e9cies da Terra, foi alvo de 9000 fogos concomitantes. Estes, cuja maioria foi ilegal e que se acredita serem especialmente motivados pela ind\u00fastria pecu\u00e1ria, foram exacerbados pela seca proporcionada pela esta\u00e7\u00e3o do ano. 2019 j\u00e1 conta com 80% mais fogos que o ano passado, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) do Brasil. Em julho, a desfloresta\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou um recorde, tal como ilustra o The Guardian no seguinte gr\u00e1fico:<br \/>\n\u00b4<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Gr\u00e1fico-Leonor.jpg\" width=\"350\" height=\"350\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ora, tais fogos implicar\u00e3o consequ\u00eancias para as esp\u00e9cies residentes, tanto a curto como a longo prazo. Segundo William Magnusson, um investigador especialista na monitoriza\u00e7\u00e3o da biodiversidade no INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f3nia), \u201cNada na Amaz\u00f3nia est\u00e1 preparado para o fogo\u201d. De ressalvar que, em algumas florestas, os inc\u00eandios s\u00e3o essenciais para manter os ecossistemas saud\u00e1veis, de tal maneira que os animais est\u00e3o adaptados para lidar com os mesmos, havendo mesmo alguns que dependem at\u00e9 deles para se desenvolverem. Este \u00e9 o caso, por exemplo, do Pica-Pau de Barriga Preta: esta ave apenas faz ninhos em \u00e1rvores que arderam e alimenta-se de escaravelhos que infestam a madeira queimada. No entanto, a Amaz\u00f3nia n\u00e3o \u00e9 uma dessas florestas. Na verdade, segundo Magnusson, esta \u00e9 t\u00e3o rica e diversa exatamente porque n\u00e3o arde. Neste sentido, embora os fogos, por vezes, apare\u00e7am naturalmente, s\u00e3o tipicamente em pequena escala e rasteiros, sendo rapidamente apagados pela chuva.<br \/>\nSegundo Mazeika Sullivan, professor adjunto na faculdade do Ambiente e Recursos Naturais da Universidade do Estado de Ohio, que fez trabalho de campo na Amaz\u00f3nia, os animais, no seio de um inc\u00eandio, acabam por ver as suas op\u00e7\u00f5es muito reduzidas: ou tentam esconder-se, enterrando-se, ou tentam submergir-se em \u00e1gua. Ou seja, ou se deslocam ou acabam por perecer. Nesta situa\u00e7\u00e3o, muitos animais morrer\u00e3o, quer devido \u00e0s chamas, quer em virtude do calor emanado por elas ou da inala\u00e7\u00e3o de fumo. Claro que certas caracter\u00edsticas dos animais podem ser vantajosas, como ser m\u00f3vel, r\u00e1pido e de grandes dimens\u00f5es, como os jaguares e os pumas ou algumas aves, que podem ser capazes de escapar. No entanto, animais lentos, como as pregui\u00e7as e os papa-formigas, e animais pequenos, como sapos e lagartos, poder\u00e3o ser facilmente afetados, sendo incapazes de se mover para fora do alcance do fogo em tempo \u00fatil.<br \/>\nDr Claudio Sillero, professor de biologia conservativa na Universidade de Oxford diz estar especialmente preocupado com os pequenos animais, como os anf\u00edbios, r\u00e9pteis e invertebrados, que vivem em microhabitats. Se os mesmos forem afetados pelos fogos, estes animais n\u00e3o sobreviver\u00e3o. Para al\u00e9m disso, a sua descend\u00eancia ser\u00e1 tamb\u00e9m afetada, j\u00e1 que os seus ovos, que necessitam de humidade, n\u00e3o resistir\u00e3o. Relativamente \u00e0s aves, o professor alerta para o facto de, embora possivelmente conseguirem escapar, terem de abandonar as crias e os ovos.<br \/>\nSegundo Dr. Alex Less, da Universidade Metropolitana de Manchester, mesmo fugindo, as hip\u00f3teses de sobreviv\u00eancia destes animais permanecem muito escassas, uma vez que, depois de um inc\u00eandio, a \u00e1rea queimada torna-se inutiliz\u00e1vel para muitas esp\u00e9cies, ao que acresce o facto da maioria das \u00e1reas j\u00e1 se encontrar completamente \u201clotada\u201d, pelo que, para sobreviverem noutro local, ter\u00e3o de destronar outro animal da mesma esp\u00e9cie do seu lugar.<br \/>\nNeste sentido, n\u00e3o se sabe se os inc\u00eandios podem amea\u00e7ar globalmente ainda mais as esp\u00e9cies j\u00e1 vulner\u00e1veis, porque n\u00e3o se conhece suficientemente bem a distribui\u00e7\u00e3o das mesmas. No entanto, tendo em conta que existem esp\u00e9cies apenas documentadas em s\u00edtios espec\u00edficos da amaz\u00f3nia, que est\u00e3o ou estiveram expostos a fogos, como \u00e9 o caso dos primatas Plecturocebus miltoni e Saguinus fuscicollis mura, estas esp\u00e9cies end\u00e9micas poder\u00e3o estar em risco de extin\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo que toca aos grandes corpos de \u00e1gua, estes estar\u00e3o praticamente a salvo a curto prazo, mas animais dos pequenos rios ou esteiros, habitats que s\u00e3o biologicamente muito diversos, poder\u00e3o estar em perigo. Para al\u00e9m disso, o fogo pode mudar as caracter\u00edsticas qu\u00edmicas da \u00e1gua, ao ponto deste meio se tornar insustent\u00e1vel \u00e0 vida, num curto per\u00edodo, segundo Sullivan.<br \/>\nAs consequ\u00eancias dos fogos ap\u00f3s cessarem ser\u00e3o, ent\u00e3o, o segundo maior problema, e, de acordo com o mesmo investigador, poder\u00e3o ser ainda mais catastr\u00f3ficas do que as imediatas. Na verdade, todo o ecossistema das zonas afetadas ser\u00e1 alterado. Um exemplo mencionado \u00e9 o facto de haver uma densa cobertura na floresta tropical da Amaz\u00f3nia, que praticamente bloqueia a chegada dos raios solares ao solo. Uma vez que esta cobertura ser\u00e1 corrompida pelo fogo, deixar\u00e1 a luz passar e mudar\u00e1 o fluxo de energia do ecossistema. Tal poder\u00e1 dar lugar a um efeito cascata, que alterar\u00e1 toda a cadeia alimentar. Assim, sobreviver nestes ecossistemas alterados ser\u00e1 uma batalha para muitas das esp\u00e9cies, como \u00e9 o caso de anf\u00edbios que habitualmente se encontram camuflados, dado que a sua pele mimetiza a vegeta\u00e7\u00e3o e que ficar\u00e3o, ap\u00f3s a cat\u00e1strofe, expostos. Para al\u00e9m disso, muitas esp\u00e9cies na Amaz\u00f3nia evolu\u00edram de maneira a adaptarem-se ao nicho em que vivem. Temos o caso dos tucanos, que comem fruta inacess\u00edvel a outros animais, atrav\u00e9s dos seus bicos longos, que lhes d\u00e3o a capacidade de chegar a fendas \u00e0s quais outros n\u00e3o conseguem. Contudo, com a destrui\u00e7\u00e3o desta fruta, provavelmente a popula\u00e7\u00e3o de tucanos local sofrer\u00e1 uma crise. O mesmo se passar\u00e1 com os Macacos-aranha, que vivem na copa das \u00e1rvores, para evitar competi\u00e7\u00e3o das camadas inferiores. Ao perder as copas, estes ser\u00e3o for\u00e7ados a enfrentar a competi\u00e7\u00e3o. Assim, as \u00fanicas esp\u00e9cies possivelmente benefici\u00e1rias de uma floresta queimada ser\u00e3o as aves de rapina e os predadores, que ter\u00e3o os seus alvos mais facilmente identific\u00e1veis.<br \/>\nPor outro lado, tal como as esp\u00e9cies terrestres, tamb\u00e9m as aqu\u00e1ticas ser\u00e3o afetadas a longo prazo, tal como o golfinho do rio amazonas (conhecido, entre outros nomes, como Boto-Cor-de-Rosa), a lontra gigante ou as v\u00e1rias esp\u00e9cies de peixes da floresta tropical.<br \/>\nSullivan acrescenta ainda que, se a floresta tropical desaparecer, com ela levar\u00e1 99% de todas as esp\u00e9cies e que o que mais o preocupa s\u00e3o as mudan\u00e7as nas pol\u00edticas brasileiras, que encorajam a desfloresta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA todos os problemas mencionados junta-se um que tem sido apontado pelos ambientalistas: as consequ\u00eancias que tal problema poder\u00e1 ter nas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o que, indubitavelmente afetar\u00e1 todas as esp\u00e9cies.<br \/>\nPara al\u00e9m disto, n\u00e3o s\u00f3 os animais ter\u00e3o de lidar com as consequ\u00eancias diretas dos inc\u00eandios, como muitos humanos dependentes da floresta perder\u00e3o os seus meios de subsist\u00eancia (como a ca\u00e7a de tartarugas e capivaras ou a recolha de plantas para a constru\u00e7\u00e3o de casas e medicamentos), pelo que, segundo a Dra. Rachel Carmenta, cientista ambientalista da Universidade Cambridge, que trabalha com os ind\u00edgenas residentes na Amaz\u00f3nia e com as suas comunidades de v\u00e1rias descend\u00eancias, \u201co fogo \u00e9 tamb\u00e9m um problema humanit\u00e1rio\u201d. <\/p>\n<p>O que podemos, ent\u00e3o, fazer para ajudar?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MANIFESTAR-NOS<\/strong><br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es mais importantes s\u00e3o pol\u00edticas e coletivas, pelo que devemos pressionar as entidades respons\u00e1veis para que n\u00e3o optem por fazer neg\u00f3cios com pa\u00edses que se foquem na desfloresta\u00e7\u00e3o e para apoiarem mais iniciativas de refloresta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara tal, devemos mostrar descontentamento, atrav\u00e9s dos meios ao nosso alcance, mas apenas se estivermos corretamente esclarecidos, atrav\u00e9s de meios fidedignos! Tornando esta situa\u00e7\u00e3o social, econ\u00f3mica e politicamente inaceit\u00e1vel, podemos prevenir que volte a acontecer futuramente. <\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DOAR A INSTITUI\u00c7\u00d5ES QUE POSSAM AJUDAR NO TERRENO<\/strong><br \/>\nPara al\u00e9m disso, podemos fazer donativos para organiza\u00e7\u00f5es que apoiam a biodiversidade da floresta, como Instituto Socioambiental, Amazon Watch, WWF, Greenpeace, Imazon, International Rivers e a Friends of the Earth. A WWF, por exemplo, tem um apelo de emerg\u00eancia, sendo que o dinheiro angariado ser\u00e1 utilizado para realizar trabalho de campo urgente, como:<\/p>\n<p>\u25cf Suportar as necessidades das comunidades ind\u00edgenas em termos m\u00e9dicos, de treino para combater o fogo e de<br \/>\n  seguran\u00e7a;<br \/>\n\u25cf Trabalhar com os governos locais, quando poss\u00edvel, para combater os fogos e a desfloresta\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u25cf Realizar projetos de monitoriza\u00e7\u00e3o, resgate e recupera\u00e7\u00e3o da vida selvagem;<br \/>\n\u25cf Apelar \u00e0 a\u00e7\u00e3o por parte do governo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ASSINAR PETI\u00c7\u00d5ES CONTRA A IMPORTA\u00c7\u00c3O DE PRODUTOS RELACIONADOS<\/strong><br \/>\nUma das frentes contra as quais podemos lutar \u00e9 o sistema que gera a desfloresta\u00e7\u00e3o, quer da Amaz\u00f3nia, quer de outras \u00e1reas valiosas. Podemos faz\u00ea-lo atrav\u00e9s da assinatura de peti\u00e7\u00f5es que tenham o objetivo de parar a importa\u00e7\u00e3o e venda e produtos que est\u00e3o no cerne da desfloresta\u00e7\u00e3o. Algumas das associa\u00e7\u00f5es supraenumeradas t\u00eam peti\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis nos seus sites.<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>MANTERMO-NOS INFORMADOS<\/strong><br \/>\nQuanto mais soubermos sobre o que se passa na Amaz\u00f3nia, mais podemos ajudar!<br \/>\nSaber o porqu\u00ea dos fogos e as raz\u00f5es pelas quais, embora estes n\u00e3o sejam novidade, t\u00eam vindo a tornar-se preocupantes ajuda a entender a import\u00e2ncia de adotar uma alimenta\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel! Para mais informa\u00e7\u00e3o sobre o assunto pode consultar-se o artigo do \u201cThe Guardian\u201d.<br \/>\nAssim, como consumidores, devemos ponderar as nossas escolhas no que toca a produtos c\u00e1rneos, tendo em conta a sua origem: pensar, por exemplo, duas vezes antes de comprar alimentos proveniente do Brasil, a n\u00e3o ser que sejam certificados por grupos como o Rainforest Alliance.<\/p>\n<p>&nbsp; <\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><br \/>\nDaly, N. (2019). What the Amazon fires mean for wild animals. https:\/\/www.nationalgeographic.com. https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/2019\/08\/how-the-amazon-rainforest-wildfires-will-affect-wild-animals\/<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>Watts, J. (2019). Amazon fires: what is happening and is there anything we can do?. the Guardian. https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2019\/aug\/23\/amazon-fires-what-is-happening-anything-we-can-do<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>5 ways to help the Amazon Rainforest. (2019). WWF.<br \/>\nhttps:\/\/www.wwf.org.uk\/updates\/5-ways-help-amazon-rainforest<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inc\u00eandios na Amaz\u00f3nia &nbsp; A Amaz\u00f3nia, tamb\u00e9m conhecida como pulm\u00e3o do mundo, est\u00e1 em perigo h\u00e1 bastante tempo, devido \u00e0 desfloresta\u00e7\u00e3o, mas recentemente os inc\u00eandios simult\u00e2neos alertaram o mundo. Esta floresta, que \u00e9 a casa de 1\/10 das esp\u00e9cies da Terra, foi alvo de 9000 fogos concomitantes. 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