{"id":4135,"date":"2019-12-06T12:56:06","date_gmt":"2019-12-06T12:56:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=4135"},"modified":"2019-12-06T12:56:06","modified_gmt":"2019-12-06T12:56:06","slug":"periquitos-diabretes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2019\/12\/06\/periquitos-diabretes\/","title":{"rendered":"Periquitos diabretes"},"content":{"rendered":"<h3><strong>Periquitos diabretes<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/SA2-fb.jpg\" width=\"350\" height=\"350\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Algu\u00e9m que passeie por Lisboa n\u00e3o consegue deixar de reparar nos estranhos \u201cpapagaios\u201d que tornam os jardins da capital numa verdadeira floresta tropical! Os periquitos-de-colar, mais conhecidos como Ring Neck (Psitacula krameri) s\u00e3o, certamente, as aves que melhor caracterizam este cen\u00e1rio.<br \/>\nNa generalidade, estas aves tiveram, outrora, dono e foram libertadas, ou conseguiram fugir da gaiola e, consequentemente, adaptaram-se perfeitamente ao nosso clima e vida selvagem, o que possibilitou a sua reprodu\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de grandes bandos. Atualmente \u00e9 considerado como uma esp\u00e9cie da fauna portuguesa, por\u00e9m ex\u00f3tica.<br \/>\nLisboa n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico local onde isto acontece, j\u00e1 que cada vez mais estas aves s\u00e3o encontradas em pequenas zonas urbanas, em qualquer ponto do pa\u00eds. O principal problema da introdu\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie, de bico curvo, no nosso ecossistema \u00e9 devido, essencialmente, \u00e0 competi\u00e7\u00e3o com as esp\u00e9cies existentes. Na verdade, estas podem ocupar os locais de nidifica\u00e7\u00e3o de outros e impedir que se reproduzam. Atualmente, esta situa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 considerada preocupante. Contudo, existem cada vez mais esp\u00e9cies ex\u00f3ticas (n\u00e3o s\u00f3 de aves) a conseguir adaptar-se ao nosso pa\u00eds. O bengali-vermelho, o bico-de-lacre ou o main\u00e1-de-crista, s\u00e3o exemplos de aves cuja situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 do ring neck.<br \/>\nEm Espanha passa-se algo de semelhante, por\u00e9m a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais alarmante. O periquito-monge (Myiopsitta monachus), j\u00e1 \u00e9 considerado uma epidemia. H\u00e1 vinte mil exemplares deste animal, que pode viver em m\u00e9dia doze anos e ter cinquenta crias. Segundo o apurado, \u201cos ninhos do periquito-monge s\u00e3o t\u00e3o grandes que sobrecarregam os ramos das \u00e1rvores e, em algumas regi\u00f5es, afastaram os morcegos do seu habitat (s\u00e3o territoriais) e j\u00e1 se registaram estragos no cultivo do milho e do girassol\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"marin-top: 30px;\"><a class=\"button_full\"href=\"https:\/\/www.sabado.pt\/vida\/detalhe\/conhece-os-passaros-tropicais-a-solta-em-lisboa \">VER MAIS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Periquitos diabretes &nbsp; Algu\u00e9m que passeie por Lisboa n\u00e3o consegue deixar de reparar nos estranhos \u201cpapagaios\u201d que tornam os jardins da capital numa verdadeira floresta tropical! Os periquitos-de-colar, mais conhecidos como Ring Neck (Psitacula krameri) s\u00e3o, certamente, as aves que melhor caracterizam este cen\u00e1rio. 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