{"id":5592,"date":"2022-02-16T16:00:10","date_gmt":"2022-02-16T16:00:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=5592"},"modified":"2022-02-16T16:00:10","modified_gmt":"2022-02-16T16:00:10","slug":"a-ulcera-indolente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2022\/02\/16\/a-ulcera-indolente\/","title":{"rendered":"A \u00falcera indolente"},"content":{"rendered":"<h3>A \u00falcera indolente<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/SA_fb-c\u00f3pia-10.png\" width=\"350\" height=\"350\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os gatos s\u00e3o comumente afetados por \u00falceras indolentes, podendo estas les\u00f5es aparecer no l\u00e1bio superior e serem circunscritas e uni ou bilaterais. <\/p>\n<p>Inicialmente apresenta-se como uma \u00falcera pequena, eritematosa e com crosta, pode evoluir aumentado de tamanho, tornando-se uma \u00e1rea vermelha-acastanhada, alop\u00e9cica, brilhante, com edema e bordos marcados. Esta pode ser cut\u00e2nea ou muco cut\u00e2nea, podendo tamb\u00e9m estar presente na cavidade oral.<\/p>\n<p>O centro de les\u00e3o pode apresentar \u00e1reas de necrose, com pontos amarelos e brancos caracter\u00edsticos. Em casos de agravamento as eros\u00f5es podem aumentar de tamanho e deformar o l\u00e1bio ou a face do animal.<\/p>\n<p>As formas cut\u00e2nea e mucocut\u00e2nea caracterizam-se por les\u00f5es \u00fanicas, formando placas lineares ou tumefa\u00e7\u00f5es papulares, nodulares a ovais, firmes ou edematosas, bem definidas, elevadas, com colora\u00e7\u00e3o que pode variar de eritematosa e amarelo alaranjada a salm\u00e3o. \u00c9 comum ter \u00e1reas de alopecia, mas quando iniciais, as les\u00f5es ainda podem conter pelos. Tamb\u00e9m pode afetar as almofadas digitais com crostas, ulcera\u00e7\u00e3o focal, alopecia interdigital e eritema, causando dor e claudica\u00e7\u00e3o nos animais acometidos.<\/p>\n<p>A \u00falcera indolente pode ter como etiologias trauma mec\u00e2nico ou por excesso de lambedura. <\/p>\n<p>Normalmente estas les\u00f5es s\u00e3o assintom\u00e1ticas, n\u00e3o causando dor e prurido. Por\u00e9m, \u00e9 importante iniciar o tratamento assim que s\u00e3o observadas, pois podem eventualmente evoluir para neoplasias, mais comumente carcinoma epiderm\u00f3ide que e\u0301, inclusive, um dos diagn\u00f3sticos diferenciais, al\u00e9m de outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio um exame citol\u00f3gico e histol\u00f3gico das les\u00f5es compat\u00edvel com ulcera\u00e7\u00e3o indolente. Deve-se detetar qual a etiologia das \u00falceras de forma a iniciar o tratamento (Moth\u00e9, G., et all, 2020).<\/p>\n<p>No exame citol\u00f3gico espera-se um infiltrado eosinof\u00edlico intenso na pele e dep\u00f3sito de detritos granulares amorfos. Tamb\u00e9m pode ser detetada eosinofilia perif\u00e9rica no hemograma.<\/p>\n<p>O progn\u00f3stico destas les\u00f5es \u00e9 normalmente favor\u00e1vel, contudo \u00e9 imprescind\u00edvel detetar a etiologia prim\u00e1ria para que o tratamento seja eficaz e n\u00e3o existir recidivas (Moth\u00e9, G., et all, 2020).<\/p>\n<p>Relativamente ao caso apresentado \u00e0 consulta, o gato apresentava \u00falcera com desconforto e dor \u00e0 palpa\u00e7\u00e3o com alopecia ao seu redor, edemaciada e com perda da pigmenta\u00e7\u00e3o da almofada palmar. <\/p>\n<p>O aspeto macrosc\u00f3pico da \u00falcera e a sua manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica levou \u00e0 considera\u00e7\u00e3o m\u00e9dica do Complexo Granuloma Eosinof\u00edlico Felino, nomeadamente \u00e0 \u00dalcera Indolente. <\/p>\n<p>Foram realizados exames complementares de diagn\u00f3stico, a Citologia da \u00dalcera e o hemograma foram inconclusivos para o caso. <\/p>\n<p>Foram prescritas medica\u00e7\u00f5es para o tratamento com antibi\u00f3tico, anti-inflamat\u00f3rio e um protetor g\u00e1strico e bucal, enquanto a tutora aguarda resultados da citologia. <\/p>\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA <\/strong><\/p>\n<p>Ettinger S &#038; Feldman E (2009), <em>Textbook Of Veterinary Internal Medicine<\/em>; 7th ed. Saunders.<br \/>\nGough, A. (2007). Differential Diagnosis In Small Animal Medicine. Oxford, Ames, Carlton: Blackwell Publishing.<br \/>\nLarsson CE, Lucas R (2016) <em>Tratado de medicina externa<\/em>. Dermatologia veterin\u00e1ria, 1st edn. Interbook, S\u00e3o Caetano do Sul.<br \/>\nMazzoti G.A., Roza M.R. (2016). <em>Medicina felina essencial &#8211; guia pr\u00e1tico<\/em>, 1st edn. Equalis, Curitiba.<br \/>\nFondati A., Fondevila D., Ferrer L., (2001). <em>Histopathological study of feline eosinophilic dermatoses<\/em>. Barcelona. Vet Dermatol 12, p\u00e1g.333 &#8211; 338.<br \/>\nda Rocha, C., Farias, P., Gorza, L., Soares, F., Ferraz, C., &#038; Souza, R. et all. (2019). <em>Association between infestation by Lynxacarus radovskyi (Acari: Lystrophoridae) and the occurrence of Feline Eosinophilic Granuloma Complex<\/em>. Journal Of Parasitic Diseases, 43(4), 726-729. https:\/\/doi.org\/10.1007\/s12639-019-01131-5<br \/>\nMoth\u00e9, G., et all (2020). <em>Complexo Granuloma Eosinof\u00edlico Felino<\/em>, Enciclop\u00e9dia Biosfera e Centro Cient\u00edfico Conhecer,  v.17, n.34; p.98-113. DOI: 10.18677\/EnciBio_2020D8.<br \/>\nSandoval, j. g., Esmeraldino, a., Rodrigues, n. c., Fallavena, l. c. b., (2005). <em>Complexo granuloma eosinofi\u0301lico em felinos: revisa\u0303o de literatura<\/em>. Veterina\u0301ria em Foco, v. 2, n. 2, p. 109-119. Disponi\u0301vel em: http:\/\/www.periodicos.ulbra.br\/index.php\/veterinaria\/issue\/archive Acesso em: 05\/07\/2020. Consultado em 17\/12\/2021.<br \/>\nBuckley, l.; Nuttall, t. <em>Feline eosinophilic granuloma complex \u2013 some clinical clarification<\/em>. Journal of Feline Medicine and Surgery, v. 14, n. 1, p. 471- 481, 2012. https:\/\/doi.org\/ 10.1177\/1098612X12451549.<br \/>\nHNILICA, K. <em>Small Animal Dermatology. 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