{"id":5827,"date":"2022-09-05T20:00:07","date_gmt":"2022-09-05T19:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=5827"},"modified":"2022-09-05T20:00:07","modified_gmt":"2022-09-05T19:00:07","slug":"luxacao-de-patela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2022\/09\/05\/luxacao-de-patela\/","title":{"rendered":"Luxa\u00e7\u00e3o de Patela"},"content":{"rendered":"<h3>Luxa\u00e7\u00e3o de Patela<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/PT_26_09_2022.png\" width=\"350\" height=\"350\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A luxa\u00e7\u00e3o da patela \u00e9 uma das causas mais comuns de claudica\u00e7\u00e3o no c\u00e3o e requer frequentemente um realinhamento cir\u00fargico da patela. A maioria das luxa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mediais e diagnosticadas em c\u00e3es de ra\u00e7as pequenas, j\u00e1 as luxa\u00e7\u00f5es laterais ocorrem com menos frequ\u00eancia e s\u00e3o mais comuns em c\u00e3es de ra\u00e7as grandes ou gigantes. As ra\u00e7as mais comummente afetadas s\u00e3o o poodle, yorkshire terrier, chihuahua e bulldog franc\u00eas. A maioria das luxa\u00e7\u00f5es da patela s\u00e3o designadas cong\u00e9nitas, no entanto, podem ser secund\u00e1rias a um acidente traum\u00e1tico, que causa rutura ou estiramento da c\u00e1psula articular e da f\u00e1scia, levando \u00e0 instabilidade f\u00eamoro-t\u00edbio-patelar. O desalinhamento do mecanismo do quadr\u00edceps pode levar a altera\u00e7\u00f5es anat\u00f3micas do f\u00eamur distal e da t\u00edbia proximal e, consequente, instabilidade patelar.<\/p>\n<p>Assim sendo, a luxa\u00e7\u00e3o da patela pode ser classificada em 4 graus:<br \/>\n\u2022 Grau I \u2013 Quando \u00e9 exercida press\u00e3o manual durante a extens\u00e3o total da articula\u00e7\u00e3o do joelho e retorna \u00e0 posi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica quando a press\u00e3o \u00e9 aliviada;<br \/>\n\u2022 Grau II \u2013 A patela pode ser deslocada manualmente e permanece luxada at\u00e9 ser reduzida pelo examinador ou at\u00e9 o animal realizar um movimento de extens\u00e3o e rota\u00e7\u00e3o da t\u00edbia;<br \/>\n\u2022 Grau III \u2013 A patela fica permanentemente luxada (ect\u00f3pica), com tor\u00e7\u00e3o tibial e, consequente, desvio da crista tibial craniocaudal. A patela pode ser reduzida manualmente, mas a flex\u00e3o e extens\u00e3o do joelho resultam em reluxa\u00e7\u00e3o da patela;<br \/>\n\u2022 Grau IV \u2013 A patela est\u00e1 permanentemente luxada (ect\u00f3pica) e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reposicion\u00e1-la manualmente.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o da cirurgia \u00e9 baseada na presen\u00e7a\/aus\u00eancia de sinais cl\u00ednicos e \u00e9 indicada em todos os casos de luxa\u00e7\u00e3o medial da patela de graus III e IV. Existe uma diversidade de t\u00e9cnicas cir\u00fargicas que podem ser consideradas para luxa\u00e7\u00e3o de patela. As t\u00e9cnicas de reconstru\u00e7\u00e3o de tecidos moles incluem desmotomia, imbrica\u00e7\u00e3o e suturas anti-rotacionais e as t\u00e9cnicas de reconstru\u00e7\u00e3o \u00f3ssea incluem transposi\u00e7\u00e3o da tuberosidade tibial (TTT) e trocleoplastias, nomeadamente sulcoplastia troclear, condroplastia troclear, recess\u00e3o troclear em cunha (RTC) e recess\u00e3o troclear em bloco (RTB). Geralmente uma combina\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas \u00e9 necess\u00e1ria para se atingir a estabilidade intraoperat\u00f3ria da patela. Neste caso foi executado uma trocleoplastia de recess\u00e3o troclear em cunha, juntamente com uma desmotomia medial e imbrica\u00e7\u00e3o do retin\u00e1culo e c\u00e1psula articular lateral.<\/p>\n<p>As trocleoplastias t\u00eam como objetivo aumentar e aprofundar a tr\u00f3clea femoral ausente, pouco profunda ou convexa, de modo que esta seja capaz de acomodar 50% da profundidade da patela. <\/p>\n<p>Nos animais submetidos a interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas desta natureza, normalmente, \u00e9 colocado apenas um penso no local da sutura, de modo a permitir ao animal a realiza\u00e7\u00e3o de movimentos naturais que ajudar\u00e3o na sua recupera\u00e7\u00e3o, no entanto, estes procedimentos baseiam-se na experi\u00eancia e prefer\u00eancia do cirurgi\u00e3o. A hospitaliza\u00e7\u00e3o p\u00f3s-operat\u00f3ria varia entre 1 e 4 dias, sendo a analgesia opi\u00e1cea fornecida conforme necess\u00e1rio para as primeiras 48 horas p\u00f3s-operat\u00f3rias. A maioria dos estudos relata o uso de anti-inflamat\u00f3rios n\u00e3o ester\u00f3ides durante 7 a 14 dias ap\u00f3s a cirurgia. Os antibi\u00f3ticos p\u00f3s-operat\u00f3rios s\u00e3o prescritos genericamente ao crit\u00e9rio do cirurgi\u00e3o prim\u00e1rio, sendo a cefazolina normalmente utilizada.<\/p>\n<p>Todos os c\u00e3es recebem altas com instru\u00e7\u00f5es de restri\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcio estrito at\u00e9 \u00e0 observa\u00e7\u00e3o de progressos satisfat\u00f3rios da uni\u00e3o \u00f3ssea e retornar gradualmente \u00e0 atividade normal, durante um per\u00edodo de seis semanas. As radiografias devem ser obtidas de seis a oito semanas para avaliar a cicatriza\u00e7\u00e3o trocleoplastia.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><br \/>\nD\u00b4Andrade, A. (2014). Preval\u00eancia da Patologia Luxa\u00e7\u00e3o de Patela em c\u00e3es. Lisboa<br \/>\nDe Camp, C. E., Johnston, S. A., D\u00e9jardin, L. M. &#038; Schaefer S. L. (2016). The Stifle Joint, In Handbook of Orthopedics and Fracture Repair (5th ed. pp 597-616). Elsevier<br \/>\nDi Dona, F., Della Valle, G., &#038; Fatone, G. (2018). Patellar luxation in dogs. Veterinary medicine (Auckland, N.Z.), 9, 23\u201332. https:\/\/doi.org\/10.2147\/VMRR.S142545<br \/>\nFossum, T. W. (2013). Diseases of the Joints,. In SMALL ANIMAL SURGERY (4th ed., pp. 1353\u20131360). Elsevier<br \/>\nHans, E. C., Kerwin, S. C., Elliott, A. C., Butler, R., Saunders, W. B., &#038; Hulse, D. A. (2016). Outcome Following Surgical Correction of Grade 4 Medial Patellar Luxation in Dogs: 47 Stifles (2001-2012). Journal of the American Animal Hospital Association, 52(3), 162\u2013169. https:\/\/doi.org\/10.5326\/JAAHA-MS-6329<br \/>\nOliveira, A. (2019). Luxa\u00e7\u00e3o Medial da Patela em C\u00e3es. Universidade de \u00c9vora &#8211; Escola de Ci\u00eancias e Tecnologia<br \/>\nPerry, K. L. &#038; D\u00e9jardin, L. M. (2021). Canine medial patellar luxation. The Journal of small animal practice, 62(5), 315\u2013335. https:\/\/doi.org\/10.1111\/jsap.13311 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luxa\u00e7\u00e3o de Patela &nbsp; A luxa\u00e7\u00e3o da patela \u00e9 uma das causas mais comuns de claudica\u00e7\u00e3o no c\u00e3o e requer frequentemente um realinhamento cir\u00fargico da patela. 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