{"id":5997,"date":"2023-01-11T18:11:28","date_gmt":"2023-01-11T18:11:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=5997"},"modified":"2023-01-11T18:11:28","modified_gmt":"2023-01-11T18:11:28","slug":"piometra-o-que-sabemos-atualmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2023\/01\/11\/piometra-o-que-sabemos-atualmente\/","title":{"rendered":"Pi\u00f3metra: o que sabemos atualmente?"},"content":{"rendered":"<h3>Pi\u00f3metra: o que sabemos atualmente?<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-5998\" srcset=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-300x300.png 300w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-150x150.png 150w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-768x768.png 768w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-830x830.png 830w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-230x230.png 230w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-350x350.png 350w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-480x480.png 480w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-24x24.png 24w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-36x36.png 36w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/AMB_PT_Articles_Nicole-Costa_Jan2023-48x48.png 48w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>A pi\u00f3metra, \u00e9 definida como uma acumula\u00e7\u00e3o de conte\u00fado purulento no l\u00famen uterino fruto de uma infe\u00e7\u00e3o bacteriana. Esta infe\u00e7\u00e3o uterina, afeta cadelas e gatas adultas n\u00e3o esterilizadas e pode ocorrer em todas as faixas et\u00e1rias, no entanto, afeta predominantemente cadelas com mais de 6 anos de idade. <\/p>\n<p>A etiopatogenia prim\u00e1ria, permanece desconhecida, mas aparenta estar relacionada com a a\u00e7\u00e3o da hormona progesterona. Em contrapartida, a concentra\u00e7\u00e3o sanguinea de progesterona nas cadelas \u00e9 mais elevada do que nas gatas, sendo, portanto, mais comum nas cadelas.<\/p>\n<p>Durante a fase de diestro, a progesterona induz a diminui\u00e7\u00e3o das defesas naturais do \u00fatero, tornando-o mais suscet\u00edvel a infe\u00e7\u00f5es. As bact\u00e9rias comensais da vagina s\u00e3o transportadas atrav\u00e9s do c\u00e9rvix at\u00e9 ao endom\u00e9trio e provocam a infe\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m de estimular o crescimento endometrial e a sua secre\u00e7\u00e3o, a progesterona tambem reduz a contratilidade miometrial favorecendo a ades\u00e3o e prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias no \u00fatero. Na pi\u00f3metra canina, Escherichia coli \u00e9 o agente causal mais comumente isolado.<\/p>\n<p>Alguns estudos sugerem que o aparecimento deste dist\u00farbio em cadelas, est\u00e1 relacionado com a ocorr\u00eancia de desequil\u00edbrios hormonais e sequelas de hiperplasia endometrial c\u00edstica. A predisposi\u00e7\u00e3o racial de algumas cadelas e gatas, tamb\u00e9m demonstra que os fatores gen\u00e9ticos podem contribuir para a ocorr\u00eancia desta doen\u00e7a.  Adicionalmente, o uso de m\u00e9todos contracetivos como a pilula ou estrog\u00eanios ex\u00f3genos para interromper a gesta\u00e7\u00e3o favorecem o aparecimento de pi\u00f3metra pelo que o seu uso deve ser evitado. <\/p>\n<p>A pi\u00f3metra pode ser classificada como aberta ou fechada. Na forma aberta, a f\u00eamea apresenta descarga vaginal purulenta e odor f\u00e9tido, enquanto na forma fechada, n\u00e3o h\u00e1 descarga vaginal e pode haver distens\u00e3o do \u00fatero, contudo, apesar desta ser menos comum, esta forma \u00e9 mais preocupante porque por vezes, s\u00f3 \u00e9 percet\u00edvel tardiamente pelos tutores. Durante a pi\u00f3metra, pode ocorrer rutura do corno uterino, bacteremia e endotoxemia, colocando a vida do animal em risco. Cerca de 60% das cadelas e 86% das gatas com pi\u00f3metra sofrem de sepse, portanto, deve ser tratada com urg\u00eancia. <\/p>\n<p>Os sintomas mais comumente descritos s\u00e3o: polidipsia e poli\u00faria; descarga vaginal continua ou intermitente que varia de mucopurulenta a sanguinolenta; anorexia; taquicardia; taquipneia; distens\u00e3o abdominal; febre; letargia; perda de peso; membranas mucosas p\u00e1lidas ou hiper\u00e9micas; vomito e diarreia.<\/p>\n<p>A suspeita de pi\u00f3metra come\u00e7a a partir da anamnese e observa\u00e7\u00e3o de sinais cl\u00ednicos t\u00edpicos. A palpa\u00e7\u00e3o abdominal deve ser cuidadosa para evitar rutura do \u00fatero e durante esta, o animal pode demonstrar sinais de dor, sendo poss\u00edvel sentir uma grande estrutura tubular. A realiza\u00e7\u00e3o de vaginoscopia permite descartar a presen\u00e7a de corpo estranhos como causa da descarga vaginal. Os exames hematol\u00f3gicos e bioqu\u00edmicos, podem revelar a afe\u00e7\u00e3o de outros \u00f3rg\u00e3os devido \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o da infe\u00e7\u00e3o. A presen\u00e7a de leucocitose, com neutrofilia e desvio \u00e0 esquerda, e monocitose s\u00e3o achados caracter\u00edsticos da pi\u00f3metra, juntamente com a anemia regenerativa normoc\u00edtica e normocr\u00f4mica.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico \u00e9 confirmado atrav\u00e9s de exames imagiol\u00f3gicos como a ultrassonografia e a radiografia abdominal. Atrav\u00e9s da ultrassonografia, \u00e9 poss\u00edvel avaliar a integridade do endom\u00e9trio, a espessura da parede uterina, distens\u00e3o uterina e as gl\u00e2ndulas endometriais c\u00edsticas, bem como descartar a possibilidade de gesta\u00e7\u00e3o e neoplasia.  <\/p>\n<p>\u00c9 importante descartar a hiperplasia endometrial c\u00edstica, visto que o tratamento para cada uma destas patologias \u00e9 distinto. <\/p>\n<p>A abordagem terap\u00eautica inicial consiste em internar e estabilizar o animal, atrav\u00e9s de flu\u00eddoterapia intravenosa, uso de antibi\u00f3ticos de largo espetro e imunoestimulantes. Seguidamente, procede-se \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o da pi\u00f3metra, com ovariohisterectomia de urg\u00eancia. No p\u00f3s-operat\u00f3rio \u00e9 importante o uso de analg\u00e9sicos, a coloca\u00e7\u00e3o do colar isabelino ou fatos para proteger a zona da sutura.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><br \/>\nPyometra in Small Animals 2.0 <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0195561622000043?via%3Dihub\">[Science Direct]<\/a>;<br \/>\nAn overview on etiopathogenesis of canine pyometra and its management <a href=\"https:\/\/www.thepharmajournal.com\/archives\/2022\/vol11issue6S\/PartO\/S-11-6-137-146.pdf\">[The Pharma Innovation]<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pi\u00f3metra: o que sabemos atualmente? A pi\u00f3metra, \u00e9 definida como uma acumula\u00e7\u00e3o de conte\u00fado purulento no l\u00famen uterino fruto de uma infe\u00e7\u00e3o bacteriana. 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