{"id":6243,"date":"2023-07-14T18:29:55","date_gmt":"2023-07-14T17:29:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/?p=6243"},"modified":"2023-07-14T18:29:55","modified_gmt":"2023-07-14T17:29:55","slug":"as-riscas-das-zebras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/2023\/07\/14\/as-riscas-das-zebras\/","title":{"rendered":"As riscas das zebras"},"content":{"rendered":"<h3>As riscas das zebras<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6244\" srcset=\"https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-300x300.png 300w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-150x150.png 150w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-768x768.png 768w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-830x830.png 830w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-230x230.png 230w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-350x350.png 350w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-480x480.png 480w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-24x24.png 24w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-36x36.png 36w, https:\/\/www.improveinternational.com\/ambassador\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/AMB_PT_Francisca-Guerra_July2023-48x48.png 48w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p>A estria\u00e7\u00e3o preta e branca caracter\u00edstica da pelagem das zebras sempre foi algo que intrigou muitos bi\u00f3logos e outros cientistas. Ap\u00f3s mais de um s\u00e9culo de pesquisa, ainda hoje n\u00e3o h\u00e1 certezas de qual a relev\u00e2ncia evolutiva destas riscas na adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<br \/>\nEnquanto o debate continua entre a comunidade cient\u00edfica, os mais recentes estudos t\u00eam avaliado tr\u00eas principais hip\u00f3teses para a funcionalidade das riscas das zebras: prote\u00e7\u00e3o contra insetos picadores, a\u00e7\u00e3o termorreguladora e prote\u00e7\u00e3o de predadores. <\/p>\n<p>As moscas e insetos sugadores e picadores s\u00e3o uma grande amea\u00e7a para os animais em \u00c1frica. As moscas ts\u00e9-ts\u00e9 e moscas da fam\u00edlia Tabanidae s\u00e3o agentes transmissores de doen\u00e7as como a Peste Equina Africana e a Influenza Equina. Os pelos que revestem a zebra s\u00e3o muito finos pelo que n\u00e3o constituem uma boa barreira para a picada de moscas. Mas a verdade \u00e9 que, an\u00e1lises realizadas \u00e0 dieta de moscas ts\u00e9-ts\u00e9 n\u00e3o encontraram vest\u00edgios de sangue de zebra.<br \/>\nUm estudo realizado por Tim Caro e a sua equipa de investiga\u00e7\u00e3o em 2019 comparou o comportamento de insetos picadores ao redor de zebras e cavalos. Aos cavalos foram colocados cobrej\u00f5es pretos, brancos ou listrados. O que se observou foi que as moscas pairaram em torno das zebras e dos cavalos em quantidade semelhante mas, no que toca a pousar, muito menos moscas pousaram em zebras ou cavalos listrados.<br \/>\nAtrav\u00e9s da visualiza\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos, os investigadores conseguiram perceber que as moscas tentavam pousar nas riscas mas falhavam em desacelerar como por norma fazem quando se aproximam de uma superf\u00edcie sem riscas. Desse modo, quando a mosca tentava pousar na risca, sofria ricochete. <\/p>\n<p>H\u00e1 muito que os cientistas investigam o papel das riscas da zebra na termorregula\u00e7\u00e3o. A hip\u00f3tese inicial sugerida era que as riscas pretas absorveriam calor permitindo o aquecimento do animal enquanto que as riscas brancas fariam reflex\u00e3o da luz permitindo com isso o arrefecimento nas horas de maior calor. Apesar de ser um racioc\u00ednio l\u00f3gico, houve divis\u00e3o na comunidade cient\u00edfica a este respeito.<br \/>\nEm 2014, Tim Caro e a sua equipa descobriram apenas uma fraca sobreposi\u00e7\u00e3o espacial entre o padr\u00e3o das listras e as temperaturas m\u00e1ximas. Um ano depois dessa investiga\u00e7\u00e3o, um outro estudo liderado por Brenda Larison da Universidade de Calif\u00f3rnia encontrou padr\u00f5es de riscas mais fortes em \u00e1reas mais quentes ou que recebem luz solar mais intensa. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia mais estudos com conclus\u00f5es significativas. Em 2019, os Cobbs relataram no Journal of Natural History que, durante as horas mais quentes do dia, as riscas pretas em zebras vivas estavam consistentemente 12 a 15\u00baC mais altas do que as riscas brancas. Adicionalmente, relataram ainda que os pelos das riscas pretas se eri\u00e7am durante o in\u00edcio da manh\u00e3 e a meio do dia. Tal permite sugerir que a ere\u00e7\u00e3o dos pelos pode ser para reter o calor na manh\u00e3 fria e facilitar a evapora\u00e7\u00e3o do suor a meio do dia. <\/p>\n<p>No que toca \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de predadores, os dados s\u00e3o muito mais escassos e muitos investigadores s\u00e3o c\u00e9ticos quanto a isso. As zebras passam a maior parte do seu tempo em pastagens abertas onde as suas riscas s\u00e3o vis\u00edveis e pouco tempo em floresta, onde as suas riscas podem ajudar na camuflagem. Al\u00e9m disso, as zebras s\u00e3o animais que tendem a fugir da amea\u00e7a e n\u00e3o a esconder-se da mesma. Adicionalmente, os le\u00f5es parecem n\u00e3o ter problemas em ca\u00e7ar e comer muitas zebras.<br \/>\nApesar de todo o ceticismo, Rubenstein ainda est\u00e1 a trabalhar na hip\u00f3tese da preda\u00e7\u00e3o. A sua inspira\u00e7\u00e3o vem de estudos pr\u00e9vios que demonstraram que as riscas confudem os humanos. O que ele procura perceber agora \u00e9 se as riscas confundem tamb\u00e9m os le\u00f5es, para isso, a sua equipa de investiga\u00e7\u00e3o est\u00e1 a estudar qual a rea\u00e7\u00e3o dos le\u00f5es a objetos com riscas e sem riscas. <\/p>\n<p>Assim, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que as riscas tenham evolu\u00eddo para colmatar n\u00e3o s\u00f3 um, mas v\u00e1rios problemas. Para j\u00e1, h\u00e1 algumas confirma\u00e7\u00f5es da sua fun\u00e7\u00e3o mas ainda h\u00e1 muito por se descobrir.<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><br \/>\nArticle 1 <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/ncomms4535\">[View more]<\/a>;<br \/>\nArticle 2 <a href=\"https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/00222933.2019.1607600\">[View more]<\/a>;<br \/>\nArticle 3 <a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0210831\">[View more]<\/a>;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As riscas das zebras A estria\u00e7\u00e3o preta e branca caracter\u00edstica da pelagem das zebras sempre foi algo que intrigou muitos bi\u00f3logos e outros cientistas. Ap\u00f3s mais de um s\u00e9culo de pesquisa, ainda hoje n\u00e3o h\u00e1 certezas de qual a relev\u00e2ncia evolutiva destas riscas na adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. 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