Porque é que os filhotes de Urso-pardo estão a passar mais tempo com as suas mães?

Muitos dos filhotes encontrados em todo o reino animal ficam, por norma, perto das suas mães até que aprendam a sobreviver sozinhos. Investigadores da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, observaram uma mudança inesperada no comportamento dos filhotes de urso pardo nas florestas suecas.
As descobertas, publicadas na revista Nature Communications, surgiram após analisarem 22 anos de registos de reprodução e sobrevivência relacionados com o urso pardo escandinavo. Durante os anos 80 os filhotes passavam cerca de um ano e meio com as suas mães. Mas, com o passar do tempo, esse intervalo supostamente aumentou para uma média de dois anos e meio.
Os investigadores citam as tendências locais de caça ao urso como um potencial impulsionador da mudança. As leis suecas impedem os caçadores de atacarem as mães de ursos que tenham filhotes, desenvolvendo-se assim um mecanismo de sobrevivência para mães que cuidam das crias por períodos mais longos. Consequentemente, maior é a longevidade das mães, e esse traço é transmitido de geração em geração.
O estudo considera apenas as populações de ursos pardos na Suécia, por isso não consegue analisar o panorama das populações de ursos em todo o mundo. Por outro lado, ressalta como a influência humana pode mudar drasticamente o comportamento animal.
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