Um terço dos pugs com Marcha Anormal

Um terço dos pugs com Marcha Anormal

 

 

A VetRecord publicou, em Fevereiro deste ano, um estudo prospetivo onde determinava a prevalência de anormalidades de marcha em Pugs.
Desta forma, foram questionados os proprietários de 2374 Pugs, registados no Swedish Kennel Club e com idades de 1,5 e 8 anos em 2015/2016. Uma das perguntas abordava se o animal tinha, presentemente, algum problema de marcha e, em caso afirmativo, há quanto tempo o mesmo acontecia.
Juntamente com estas questões, foi inquirido o estado geral dos animais e pedido o envio de vídeos do animal de estimação em questão – em marcha para trás e para a frente, incluindo uma vista lateral.
Das respostas contabilizadas, cerca de 80% dos donos descreviam a marcha do seu animal como normal, enquanto os restantes como anormal. Em 4% dos Pugs o problema durou menos de um mês e em 16% mais do que um mês.
No entanto, cerca de 78% dos proprietários que enviaram vídeo afirmavam que o animal tinha marcha normal mas a mesma foi contradita pelos especialistas que avaliaram as imagens (percentagem reduzoda para 68%).
Com todos os casos somados, a prevalência de problemas de marcha foi de 31%. A prevalência era também superior iniciar em animais com 2 anos de idade e, preferencialmente, nos membros anteriores. De acrescentar que, associado a estes casos positivos, existia uma grande prevalência de proprietários que referiam que o animal apresentava arranhões em torno do pescoço/orelhas/cabeça e dificuldades respiratórias.
Este achado pode sugerir que a causa das anormalidades de marcha é mais neurológica do que ortopédica.

 

Podes ver mais em: http://veterinaryrecord.bmj.com/content/182/6/167