Rãs usadas como teste de gravidez

Rãs usadas como teste de gravidez

 

 

Entre 1930 e 1950, fêmeas da rã africana Xenopus eram utilizadas em laboratório para a deteção de gravidez em mulheres. Uma amostra de urina era enviada para estes laboratórios, sendo depois injetada no membro posterior de uma rã. Se na manhã seguinte a rã tivesse produzido ovos, o teste era considerado positivo. Esta indução da ovulação acontecia pela presença de gonadotrofina coriónica humana (hCG) na urina.
Anteriormente à descoberta desta capacidade por Hogben, foram usadas coelhas e ratas, com o inconveniente de terem de ser eutanasiadas e dissecadas para observação dos ovários.Após 1950, as rãs foram sendo substituídas por vários tipos de testes, sendo que o teste hoje disponível em farmácias e outros estabelecimentos apenas surgiu em 1988.
Hoje em dia estas rãs são consideradas espécies invasoras, estabelecendo-se em diversos locais após terem sido libertadas pelos laboratórios. Além disso, contribuíram também para a disseminação do fungo cítrico (Batrachochytrium dendrobatidis) responsável pela extinção e declínio de mais de 200 espécies de anfíbios em todo o mundo.