Vírus de Schmallenberg

O vírus de Schmallenberg (SBV) é um vírus de RNA, genoma segmentado de sentido negativo que pertence à família Bunyaviridae e ao género Orthobunyavirus. Foi detetado pela primeira vez em novembro de 2011, na Alemanha, em bovinos de leite que apresentavam como sinais clínicos: febre e redução da produção. Quanto à sua resistência, quando submetido a temperaturas entre os 50 e 60°C por cerca de 30 minutos, perde a sua capacidade infetante. Apresenta vulnerabilidade na presença de desinfetantes comuns e não sobrevive muito tempo fora do seu hospedeiro ou vetor.
A sua transmissão é por intermediário de insetos vetores (Culicoides), infeta apenas ruminantes, não é zoonótico e que a transmissão através da placenta já foi comprovada. O seu período de incubação ronda entre um a dois dias.
Sangue de adultos infetados, placentas e cérebros de fetos são algumas das amostras que podem ser recolhidas para a confirmação da infeção.
Os sinais clínicos variam muito consoante a idade e a espécie do animal. Em animais adultos os sinais clínicos são, normalmente, pouco específicos, tais como: febre acima dos 40°C, redução da produção de leite, aborto e diarreia. Relativamente aos nados-mortos e recém-nascidos com malformações, são comumente encontrados sinais como anquilose, hidranencefalia, escoliose e artrogripose. Estas malformações congénitas variam e dependem da fase da gestação no momento em que foram infetados.
Devido aos sinais clínicos pouco específicos em adultos, todas as possíveis causas de febres elevadas, abortos e diminuição da produção devem ser consideradas como diagnósticos diferenciais. No caso de nascimentos de animais com malformações devemos ter em consideração outros vírus do género Orthobunyavirus, substâncias tóxicas e, por exemplo, o vírus da língua azul.
Para a deteção do vírus em animais vivos são recolhidas amostras de soro e sangue em EDTA, sendo que estas terão de ser transportadas a temperaturas de refrigeração. Contudo, no caso dos recém-nascidos, devem ser colhidas amostras de líquido amniótico e de tecido cerebral. A deteção de anticorpos pode ser realizada através do fluído pericárdico e poderemos recorrer também à histopatologia, com amostras de tecido nervoso central. Depois de recolhidas as amostras, algumas poderão ser analisadas pelos testes PCR e ELISA.
Atualmente, não há um tratamento específico para esta doença, por isso é muito importante trabalhar na área da prevenção, sendo que podemos tomar medidas como: controlo dos vetores na época em que se encontram mais ativos e reprogramar as datas de nascimentos dos animais fora das alturas mais propícias dos vetores.
Sabe mais sobre esta doença em: http://www.oie.int/en/scientific-expertise/specific-information-and-recommendations/schmallenberg-virus/
Podes ver mais em: http://www.veterinaria-atual.pt/no-campo/virus-de-schmallenberg-confirmado-no-concelho-do-sabugal/
