“Cannabis” Medicinal aprovado na Terapêutica Humana – e nos Animais?

“Cannabis” Medicinal aprovado na Terapêutica Humana – e nos Animais?

 

 

A planta da Marijuana contém mais de 450 substâncias químicas únicas, sendo que cerca de 70 dessas são mais conhecidas e consideradas canabinóides. Destes, o mais conhecido e toxicologicamente mais relevante é o tetrahidrocanabinol (THC). Esta substância liga-se aos receptores CB-1 no cérebro, resultando em efeitos psicotrópicos comportamentais. Outro canabinóide distinguido é o canabidiol (CBD), que apresenta muitos dos efeitos terapêuticos benéficos do THC mas sem efeitos psicotrópicos indesejáveis. Além disso, a dose conjunta dos dois fármacos pode antagonizar alguns efeitos indesejáveis do THC (como a ansiedade).
A legalização do uso destas substâncias em humanos apenas foi obtida no último mês de Junho. No entanto, a nível médico-veterinário já existiam linhas com produtos de Marijuana fabricados especificamente para o combate de dores, ansiedade e inflamações em animais.
É de salientar, no entanto, que a legalização propriamente dita destes produtos, apesar do seu uso, ainda não foi claramente aprovada pelos órgãos reguladores, sendo como maior argumento usado a “falta de investigações que comprovem a sua eficácia” (cita a Food and Drug Admnistration).
A administração de Marijuana de forma incorreta pode ser bastante prejudicial ao animal, pelo que é necessário alertar os donos. Um exemplo do citado é o incremento notável de casos de animais que têm chegado aos centros médico-veterinários por ingestão das plantas de marijuana nos Estados Unidos, nos estados em que a obtenção da mesma para consumo próprio é legal.
Os sinais clínicos mais comuns de intoxicação após ingestão em cães são muito variáveis, podendo incluir taquicardia ou bradicardia, hipotensão, depressão, ataxia, cómitos, comportamento alterado, hipersalivação, fraqueza, hipotermia ou convulsões. O tratamento deve passar por sedação com Benzodiazepínicos ou Fenotiazinas.
A pesquisa sobre os efeitos da Marijuana deve ser incrementada, de modo a aumentar o potencial para a sua legalização e as opções terapêuticas alternativas para os pacientes.

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