Insetos – um superalimento?

O estudo realizado pela Universidade de Wisconsin-Madison envolveu 20 homens e mulheres saudáveis com idades entre 18 e 48 anos, que foram divididos em dois grupos, um grupo controlo e um outro grupo que consumiu 25 gramas de farinha de grilo em pó numa das refeições. O objetivo seria avaliar o efeito de uma dieta com insetos no microbioma intestinal.
Os grilos não são apenas insetos, nutricionalmente falando. Os grilos são ricos numa fibra específica, chamada quitina, que fornece microrganismos que promovem o crescimento de boas bactérias intestinais e probióticos. Amostras de sangue juntamente com amostras de fezes e urina foram recolhidas antes e após a experiência. Quanto aos resultados, no geral, não houve alterações significativas no microbioma intestinal; no entanto, houve um aumento de uma enzima metabólica que está presente em intestinos saudáveis. Houve também uma diminuição de uma proteína que é um marcador de inflamação, o TNF-alfa, que tem sido associado em alguns estudos ao bem-estar, depressão e cancro.
Ambientalmente falando, os grilos podem ser criados de maneira barata e eficiente, com impacto mínimo no planeta, o que poderá também ser um ponto a favor para os incluirmos na nossa dieta.
