Hipotermia Perioperatória

Hipotermia Perioperatória

 

Quando um animal necessita de um procedimento cirúrgico é muitas vezes necessário recorrer a uma anestesia geral e, durante esta, poderá ocorrer diversas complicações, tais como a hipotermia.
Esta é uma complicação que deve ser sempre evitada uma vez que, quando ocorre, interfere negativamente na probabilidade de sucesso da cirurgia. Esta complicação diminui a resposta imunológica, prejudica a coagulação e retarda o processo de cicatrização, uma vez que diminui a deposição de colagénio. A hipotermia causa, também, vasoconstrição o que se irá traduzir num menor aporte de oxigénio às células que, por sua vez, diminuí a atividade dos neutrófilos e desta forma aumenta o risco de infeção. E não se fica por aqui, diminuí também a função plaquetária e enzimática o que se pode traduzir numa situação de grandes perdas de fluídos sanguíneos.
Em termos anestésicos, esta condição diminuí a necessidade do paciente de agente inalatório e aumenta a solubilidade do sangue e, desta forma, prolonga a duração dos efeitos das drogas injetáveis. Devido a estas ocorrências, é provável que o paciente entre num plano anestésico mais profundo e, consequentemente, a recuperação pós-operatória irá ser maior.
Vários métodos são usados para impedir a ocorrência de todas as situações descritas anteriormente. O uso de tapetes aquecidos são o método intraoperatório mais usado sendo que o uso de fluidos intravenosos aquecidos e de enemas de água quente também poderão ser aplicados. Outros métodos encontram-se ainda em fase de estudo, como por exemplo, o uso de infusões de aminoácidos que, na medicina humana, já foi provado que estimula a produção de energia e, consequente, a termogénese.

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