Oceanário de Lisboa possui dois novos “inquilinos”

Odi e Kasi, dois machos de lontra-marinha foram resgatados pelo Alaska Sealife Center em março e julho de 2017 e agora encontram-se no Oceanário de Lisboa, juntando-se às fêmeas Micas e Maré, as lontras residentes do mesmo. O centro de recuperação declarou que as lontras resgatadas não tinham condições para regressar ao seu habitat natural, sendo então transportadas para Portugal. Os animais foram resgatados com menos de um ano de vida e devido à sua fragilidade, a sua libertação e reintrodução na natureza não era possível. Estes animais aprendem com as progenitoras durante o seu primeiro ano de vida as regras básicas de sobrevivência e estes animais não possuíam estas skills tendo sido encontrados sem progenitora. Núria Baylina, Curadora e Diretora de Conservação do Oceanário fez um comunicado relatando que a adaptação das lontras-marinhas, a introdução no seu novo habitat e a aproximação às duas fêmeas correu bem, como era esperado. Estes animais são os únicos mamíferos marinhos com características de animais terrestres, “patas dianteiras como o cão, dentição de carnívoro, orelhas e até sobrancelhas”. Têm um metabolismo muito rápido, necessitando de ingerir o equivalente a 30% do seu peso corporal, “o mesmo que um Humano adulto ingerir 100 hambúrgueres por dia” acrescenta Núria. A lontra-marinha é considerada como um animal em perigo na Lista Vermelha da “International Union For Conservation of Nature”.
