Governo de Inglaterra que banir “puppy farms” antiéticas

O secretário do ambiente inglês, Michael Grove, quer acabar com a “troca miserável” de alguns criadores de cães e gatos, que possuem animais em condições sem qualquer higiene ou espaço e que forçam as fêmeas a gravidezes seguidas, sem ter qualquer consideração pelo bem-estar animal. O governo quer alterar as condições atuais, regulamentando que qualquer compra ou adoção de animais terá de ser feita diretamente com criadores certificados e com licença ou com associações destinadas à adoção de animais. Esta nova regulamentação também levaria à proibição da venda de cães e gatos em lojas tradicionais de animais. O objetivo é fazer com que os criadores apenas possam vender animais que sejam descendentes dos seus cães de criação e quando for realizada uma venda de animais online esta esteja sempre associada ao número de licença do criador, ao país de origem do animal e ao seu país de residência oficial. As “puppy farms” têm vindo a criar polémica nos últimos anos, tendo sido publicadas em redes sociais várias imagens que demonstram as condições miseráveis nas quais os animais se encontram. Nas mesmas é possível ver centenas de animais em pavilhões e jaulas de pequenas dimensões, sem qualquer tipo de limpeza. Os criadores criam raças que se encontram na “moda”, como é o caso dos buldogues franceses, e vendem-nas a um preço muito elevado, tendo os progenitores péssimas condições higiénicas e de saúde. Seria reforçado o facto de os animais não serem separados da mãe numa fase inicial, o que pode levar a problemas de saúde e de sociabilização dos mesmos. Querem também aumentar a pena de quem é condenado por maus tratos a animais para cinco anos de prisão. Criadores que queiram vender três ou mais ninhadas por mês vão necessitar de ter uma licença especial.
