Obstrução Esofágica por Corpo Estranho

Obstrução Esofágica por Corpo Estranho

 

Este é um caso de um felídeo, macho, de onze meses e com 3kg que engoliu uma espinha. Este gato apresentava como sinais clínicos: anorexia, sialorreia, ausência de ingestão de água e, no exame físico, detetou-se desidratação. Foi anestesiado com propofol para uma correta visualização da zona afetada. O corpo estranho encontrava-se visível, imediatamente na entrada do esófago e, por isso, procedeu-se à sua remoção com uma pinça. Foi necessário a realização de um corte no corpo estranho para que a sua remoção fosse mais fácil e de forma a não danificar o esófago. De seguida, com o auxílio de um laringoscópio procurou-se possíveis vestígios da espinha, que poderiam ter permanecido no local e, para uma maior certeza da sua remoção total foi realizada uma radiografia. Foi-lhe receitado anti-inflamatório e antibiótico.
Casos de obstruções esofágicas são menos comuns que obstruções gastrointestinais, no entanto, estes casos poderão sempre ocorrer. Os corpos estranhos mais comuns são espinhas, anzóis e corpos estranhos lineares.
Os sinais clínicos desta condição dependem da localização, do tipo de corpo estranho e se está ou não a causar uma obstrução. Disfagia, regurgitação, náusea, sialorreia e inapetência são os sinais clínicos mais comuns.
O diagnóstico é essencialmente realizado através de um bom exame físico e com o auxílio de meios de diagnóstico por imagem. O tratamento, dependendo da gravidade, poderá ser realizado com auxílio de cirurgia ou endoscopia ou, como neste caso, uma remoção facilitada com uma pinça.
Estes casos poderão, em muitos casos, ser considerados emergências uma vez que, a permanência por um longo período de tempo daquele corpo estranho poderá levar à necrose esofágica ou até mesmo provocar uma pneumonia por aspiração.

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