Regeneração de membros amputados pode se tornar realidade

Uma equipa de cientistas da Universidade Tufts publicou, no mês de Novembro, um novo artigo na revista Cell Reports em que é descrita uma forma de regenerar pernas de sapo decepadas.
Para este procedimento é necessária uma impressora 3D, que utiliza como matérias-primas – ou seja, como equivalente à tinta das nossas impressoras – um biorreactor de silício preenchido posteriormente com gel. Após a reconstrução, são inseridas proteínas de seda hidratantes ao hidrogel para estimular a reparação e a regeneração, bem como progesterona para auxiliar na recuperação dos nervos, vasos sanguíneos e tecido ósseo.
Durante o experimento foram amputadas pernas de rãs adultas africanas, Xenopus laevis, e costurado nesta região o biorreactor de silício. Após 24 horas, o mesmo foi removido.
Após 10 meses, os cientistas observaram o desenvolvimento de uma formação semelhante a uma pequena pata, correlacionada mais provavelmente com a ação deste biorreactor do que com a regeneração orgânica.
Foi avaliado o sequenciamento do RNA e o transcriptoma da rã e concluiu-se que surgiu uma nova expressão genética dentro das células na área da amputação. A progesterona foi considerada, igualmente, um fator chave na supressão do sistema imunitário e no aumento da velocidade de cicatrização do animal.
O novo objetivo da equipa, após o sucesso nesta intervenção, é fazer experiências em mamíferos, juntamente com o desenvolvimento de processos bioeléctricos na regeneração da medula espinal e reprogramação de tumores. Este será também um passo fundamental no avanço do campo humano.
