Parvovirose Canina

O peixe-gato de cabeça dura é um ótimo exemplo de um progenitor dedicado: o pai desta família está sobrecarregado com a proteção de até 65 ovos na sua boca, tarefa que tem também que A parvovírose canina é causada por três variantes do parvovírus canino tipo 2 e é a maior causa de morbilidade e mortalidade em cães.
Esta é uma doença que ocorre principalmente em cães com menos de seis meses ou em adultos com o sistema imunitário afetado. Este vírus pode permanecer muito tempo no ambiente e apresenta um período de incubação de 4 a 14 dias. É responsável pela destruição das células de rápida divisão, tais como epiteliais do intestino, timo, linfonodos e medula óssea. Como resultado, a barreira intestinal será danificada e irá haver atrofia das vilosidades e, consequentemente, má absorção, dando origem a diarreias e vómitos profusos.
Os sinais clínicos mais comuns são anorexia ou letargia, fraqueza, depressão, diarreia fétida, desidratação e febre. Ao hemograma, teremos uma leucopenia por neutropenia e/ou linfopenia, anemia, trombocitopenia, pancitopenia e monocitose. Relativamente às bioquímicas, uma hipoproteinemia, hipoalbuminemia, hipoglicémia, hipocalcemia e hipocalemia são as principais alterações.
Para esta doença, os exames de imagem não são muito úteis uma vez que irão fornecer resultados pouco específicos, tais como, presença de líquido/gás nas ansas intestinais. Desta forma, a deteção de anticorpos do vírus no soro e a deteção do antigénio viral ou do ADN nas fezes são as melhores opções.
A terapêutica da parvovirose é feita com um tratamento de suporte e de controlo sintomático. Terá que ser realizada fluidoterapia para restabelecer a hidratação e para uma correção das alterações eletrolíticas e deverão, também, ser administrados antibióticos – devido ao elevado risco de septicemia – e metoclopramida – para prevenção do vómito. Deverá, também, ser implementado um suporte nutricional de elevada qualidade e uma administração de butorfanol, para o controlo da dor.
Como médicos veterinários temos a responsabilidade de sensibilizar os tutores para a vacinação regular e para uma boa higiene para prevenir a ocorrência desta doença de elevado risco de transmissão entre animais.
