Gato-bravo escocês geneticamente extinto na natureza

Gato-bravo escocês geneticamente extinto na natureza

 

O laboratório “Wilgenes Lab” no Zoo de Edimburgo realizou um estudo no qual foi analisado o ADN de quase 300 gatos para avaliar a prevalência genética do Scottish Wildcat em gatos identificados como sendo gatos-bravos. 125 amostras pertenciam a gatos selvagens recolhidos ao longo de 25 anos, 60 a gatos-bravos “históricos” recolhidos entre 1895 e 1985 ( a maioria capturada na caça), 19 a gatos selvagens capturados este ano, 72 a gatos-bravos que se encontram em cativeiro e 19 amostras a gatos domésticos recolhidas de forma aleatória em Edimburgo. A conclusão foi que neste momento os animais que vivem na natureza de forma selvagem pertencem ao mesmo pool genético que os gatos domésticos. A maioria dos animais são híbridos, tendo sido feita a comparação com ADN extraído de animais embalsamados encontrados em exposição em museus. Suspeita-se que, devido ao habitat e à maior prevalência de gatos domésticos em zonas selváticas, estes animais tenham acasalado de uma forma mais recorrente, levando à hibridização da espécie. Dado que o gato-bravo tem descendência europeia e o gato doméstico tem origem no médio oriente, zona de maior calor, os investigadores temem pela sobrevivência da espécie na natureza pois esta está sujeita a condições climatéricas adversas. Neste momento, a chave para a conservação da espécie são os 100 gatos-bravos que se encontram em cativeiro em Inglaterra, sendo o objetivo prioritário a reprodução dos mesmos e a sua libertação e reintrodução na natureza. O estudo demostrou que estes têm uma herança genética mais forte e similar à dos seus antepassados. Também é necessário um esforço acrescido para fazer a captura, esterilização e posterior libertação de gatos domésticos de forma a tentar diminuir a reprodução entre os mesmos. O estudo foi feito em parceria pelas entidades Scottish Natural Heritage, Oxford University e National Museums Scotland.

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