Função olfativa dos salmões em risco?

Função olfativa dos salmões em risco?

 

O salmão prateado (Oncorhynchus kisutch) foi a espécie escolhida para estudo, cujo principal objetivo é relacionar o aumento da acidificação das águas do mar com o seu sentido olfatório. Estes peixes dependem bastante do sentido olfativo uma vez que necessitam dele para se alimentarem, detetar predadores e para a sua própria navegação.
Foram colocados salmões juvenis em três tanques distintos, com diferentes medidas de pH. O primeiro apresentava um pH equivalente ao atual, o segundo apresentou um pH mais ácido, correspondente ao pH previsto para daqui a 50 anos e, por fim, o terceiro correspondia ao pH previsto para daqui a 100 anos.
A certo momento do estudo, foi colocado em cada tanque um extrato de pele de salmão, que mimetizava um ataque de um predador. No taque que representa o pH das águas atuais os salmões tiveram uma resposta de fuga ao “predador”. Já nos outros dois tanques tal não aconteceu. Os autores afirmam que, provavelmente, os salmões que não responderam ao estímulo do “predador” ainda possuem o sentido de olfato. No entanto, devido às modificações do pH da água – relacionados com aumentos progressivos de dióxido de carbono – poderão ter existido mudanças significativas na sinalização do bulbo olfatório.
Este é um exemplo de um grande impacto ecológico devido ao aumento do dióxido de carbono e, consequentemente, da acidificação da água dos oceanos.

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