Proibição do diclofenac – decisão nas mãos da DGAV

Proibição do diclofenac – decisão nas mãos da DGAV

 

No passado dia 11 de janeiro, a Assembleia da República discutiu a aprovação do diclofenac, um anti-inflamatório não esteroide (AINE) utilizado em animais de produção. Este medicamento, que pode persistir em elevadas doses nas carcaças dos animais, representa um elevado perigo para aves de rapina e necrófagas, já que induz a insuficiência renal aguda e morte. Aves como o abutre-preto, abutre-do-Egito, grifo, águia-real e águia-imperial-ibérica, que já se encontram ameaçadas em Portugal, são as mais afetadas.
Na Índia, país em que o diclofenac foi permitido, as populações de três espécies diferentes de abutres diminuíram em cerca de 97%. Em 2006, este fármaco acabou mesmo por ser proibido devido aos evidentes impactos devastadores.
A Assembleia da República decidiu passar a decisão para as mãos da DGAV, situação que a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) lamenta, pois considera que “Portugal perdeu uma oportunidade de dar o exemplo em matéria de conservação da natureza e salvaguarda da saúde pública.” Tendo em conta que existem alternativas ao diclofenac que são inócuas para as aves, resta esperar que a DGAV avance com a proibição.

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