Ilha de Komodo fecha portas

A descoberta de um cartel que traficava dragões-de-komodo, os maiores lagartos do mundo, foi determinante para a decisão, tomada pelo Ministério do Meio Ambiente, de fechar a ilha. A este cartel foram apreendidos 41 animais, que estavam a ser vendidos no mercado negro, por valores que rondavam os 36 mil euros. Além dos répteis, o cartel tinha na sua posse várias espécies de mamíferos e aves ameaçadas, que eram vendidos através do Facebook.
O dragão-de-komodo é uma espécie em perigo e o Parque Nacional de Komodo é o seu último refúgio no habitat natural. Assim, a decisão de encerramento desta parte do Parque, por um período mínimo de 12 meses, foi tomada com vista a tentar evitar o tráfico e assim permitir maior controlo das populações selvagens, cujos números rondam os 5700 indivíduos.
Além dos colecionadores de animais exóticos, o contrabando destes animais deve-se à procura pelo seu couro e garras, utilizadas na indústria da moda e bijuteria, além da medicina tradicional chinesa. A sua saliva também é fonte de estudos pela indústria farmacêutica, por possuir notáveis propriedades antibacterianas.
O especialista em tráfico de animais selvagens da WWF, Crawford Allan, contesta esta medida, pois diz que terá um enorme impacto na economia local, muito ligado ao turismo, e apenas irá aumentar o valor dos dragões, aliciando ainda mais os traficantes.
