Bovinos: Criptosporidiose

Bovinos: Criptosporidiose

 

A criptosporidiose é já considerada a causa principal de enterites em vitelos a nível mundial e, infelizmente, são poucas as ferramentas para o seu controlo, uma vez que ainda não existe vacina.
A infeção ocorre através dos oocistos do parasita via fecal-oral que poderá ser direta – contacto de fezes de animais infetados – ou indireta – através da contaminação ambiental: comida ou água. Os esporozoitos aderem às células epiteliais do ílio, principalmente na zona da junção ileocecal, no caso do C. parvum, causando uma enterite.
Animais recém-nascidos infetados apresentam sinais como diarreias profusas e aquosas, inapetência, letargia, desidratação e, em casos mais severos, morte.
Além de não terem sido ainda bem analisadas, as perdas econômicas associadas a esta patologia passam por custos no tratamento da enterite, redução da eficácia produtiva e, possivelmente, custos relacionados com a morte do animal.
É também importante mencionar que, embora não muito comum, este parasita, pode afetar humanos e, por isso, é importante manter sempre boas condições de higiene e o uso de luvas.
O seu controlo é particularmente complicado uma vez que os oocistos são muito estáveis no ambiente, bastam pequenas doses para a ocorrência de infeção e há uma elevada eliminação de oocistos esporulados. Desta forma, é muito importante que a exploração se encontre sempre a mais bem higienizada possível, lavada com desinfetantes e, se possível, seca após a higienização.
A criptosporidiose nos dias que correm continua a ser uma doença de difícil controlo, tanto nas explorações como no ambiente e a falta de vacina também contribui para esta situação.