Porque preferiste ter um cão? Poderá ser genético…

Estudos anteriores mostraram que o facto de alguém ter exposição a cães durante toda a infância aumenta a probabilidade de uma pessoa preferir cães. Embora essas descobertas possam fazer muito sentido, os investigadores pensaram até que ponto a genética também poderia ser um fator para esta preferência. Para tentar responder a esta questão realizou-se um estudo duplo: ao estudar dados genéticos e comportamentais de pessoas que compartilham definitivamente o seu genoma inteiro, no caso de gémeos monozigóticos, ou 50% de seu genoma, gémeos dizigóticos, os investigadores são capazes de prever se certos comportamentos têm raízes ambientais ou genéticas.
Assim, para este estudo, analisaram dados de mais de 85.000 gémeos no maior registo duplo do mundo – o Registo Gémeo Sueco. Como a Suécia exige que todos os cães sejam registados no Conselho de Agricultura da Suécia, compararam esses dados, e verificaram que 8.503 dos gémeos tinham cães. Com estes dados criaram modelos informáticos para identificar se fatores genéticos ou ambientais tiveram mais influência sobre a posse de cães. Assim descobriram que a genética era capaz de prever 57% da probabilidade de uma mulher ter um cão e 51% em homens.
Embora o estudo não identificasse os genes específicos responsáveis por uma preferência pelos cães, demonstrou, no entanto, que a genética desempenha um papel tão importante quanto o ambiente. Assim, o próximo passo desta investigação é tentar identificar as variantes genéticas que contribuem para essa preferência e como se relacionam com traços de personalidade e outros fatores, como alergias.
Para concluir, este estudo mostrou que a genética contribui para que mais de metade das pessoas venham a ter cães. Mais pesquisas, no entanto, são necessárias para confirmar quais os genes responsáveis por essa preferência e como interagem com outros fatores, como a personalidade e as alergias.
