Medusas – Como evoluíram?

Medusas – Como evoluíram?

 

Alforrecas, anémonas e corais pertencem ao filo Cnidaria. Todos iniciam a sua vida fixos ao fundo do mar. Porém, quando atingem a vida adulta, as alforrecas tornam-se livres. Investigadores de “Okinawa Institute of Science and Technology Graduate University” (OIST) identificaram os genes que permitem às alforrecas serem nadadores livres.
No início do seu ciclo de vida estes animais passam de larvas a pólipos, forma imóvel que está fixa ao solo. Os corais e as anémonas mantêm-se no estado de pólipo, mas as alforrecas evoluem para o estado de medusa.
Para identificar os genes que permitem a passagem para o último estado de medusa, foi comparado o genoma de duas espécies de medusas, Aurelia aurita e Morbakka virulent. Também foi analisado o comportamento dos genes quando as alforrecas se encontram no estado de pólipo e no de medusa.
Os resultados demonstraram que o genoma das duas espécies não era tão semelhante quanto o que se pensava. Assim, concluiu-se que não existe uma região específica do genoma que promove a passagem para o estado de medusa.
Porém, ao comparar o genoma destas espécies de medusas com o genoma de 11 outros seres do filo cnidária, descobriu-se que as anémonas e os corais apenas possuem 2/3 do genoma de uma medusa. A falta desses genes impedem que as anémonas e os corais desenvolvam certos órgãos e tecidos, como os olhos e músculos necessários para nadar.

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