Extinção da população do Burro do Quénia

Um agricultor refere que a espécie asinina irá desaparecer do Quénia ainda antes de 2023 se o comércio de pele de burro prosseguir. O mesmo foi referido pela Kenya Agricultural and Livestock Research Organisation (KALRO), que adicionou o facto de que o número de burros abatidos era cinco vezes superior ao número de balas autorizadas pelo matadouro.
As peles são usadas para produzir “ejiao”, uma gelatina produzida a partir de pele de burro, um produto usado na medicina tradicional chinesa. O tratamento dos burros neste processo é horrível e está a causar um grande impacto nos meios de subsistência das pessoas, bem como na população de burros. Muitos dos burros são roubados a famílias carenciadas que necessitam do animal para se deslocarem e sobreviverem.
Para além disso, sendo o Quénia um país onde é legal a morte dos burros em matadouro, existe um grande tráfico de animais vindo de outros países africanos. Este contrabando de animais permite uma maior disseminação de zoonoses, sendo que foi recentemente identificado um surto de vírus influenza equina, que contribuiu para a morte de mais de 60 mil burros.
A organização internacional Brooke Action for Working Horses and Donkeys apela para a proibição do comércio de peles de burro no Quénia e pede a repreensão de quem faz contrabando destes animais.
