O monstro dos rios de Portugal

O monstro dos rios de Portugal

 

Silurus glanis é uma espécie originária da Europa Central que foi detetado pela primeira vez em Portugal, em 2014, no rio Tejo, e na península ibérica, em 1974. Este peixe, de boca gigante, é uma espécie invasora exótica que pode medir 2,5 metros de comprimento e pesar mais de 100 quilos, sendo capaz de conseguir engolir um pombo ou um pato.
O maior Siluro alguma vez visto em Portugal foi capturado por um pescador – media dois metros e pesava cinquenta e oito quilos. O maior siluro apanhado na Europa foi encontrado em 2015, em França e tinha 2,73 metros e pesava 130 quilos.
Este é um peixe oportunista e necrófago. É capaz de conseguir engolir um pombo ou um pato que se encontrem junto às margens, tal como outros peixes. Por isso, o principal perigo que o Siluro apresenta é poder dizimar as espécies naturais do Tejo, tais como as enguias e as lampreias, já é capaz de “comer tudo o que mexe” e pode transmitir doenças às quais as espécies autóctones não sejam imunes.
Os Investigadores do Mare — Centro de Ciência do Mar e Ambiente da Universidade de Lisboa, pretendem “detetar as rotas de invasão das espécies exóticas, elaborar um mapa de risco, tendo em conta a pressão da pesca desportiva, monitorizar o movimento dos peixes e detetar alguma forma de controlar a sua expansão. Os investigadores também querem divulgar, junto de pescadores e da população em geral, os perigos ambientais que algumas espécies não naturais de Portugal podem representar”.
O Siluro terá chegado à Península Ibérica na sequência de uma introdução propositada desta espécie, por pescadores alemães que a queriam pescar no Tejo. De igual forma, a aquariofilia poderá estar na origem dos mesmos motivos. Por isso, não liberte os peixes de aquário para os rios portugueses, dado que poderá estar a introduzir mais uma espécie exótica.

 

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