A aldeia das tartarugas

A aldeia das tartarugas

 

Longe de ser um jardim zoológico, a Aldeia das Tartarugas tem uma verdadeira vocação ecológica, científica e educacional e um papel primordial na proteção das tartarugas.
O parque foi criado em 1988 pela SOPTOM e estabelecido inicialmente em Gonfaron, após o que em 2017 houve uma necessidade de mudança para Carnoules. Tem espaços de conservação para cerca de 50 espécies diferentes de todos os continentes e um centro veterinário.
A SOPTOM é uma associação para o estudo e proteção de répteis, localizada na Aldeia das Tartugas. É composto por duas entidades: o Centre d’Elevage Conservatoire e o Center for Wildlife Care. Tem como objetivo a conscientização pública da biologia e proteção de répteis, o estudo e proteção de populações selvagens através de programas de conservação, monitoramento científico e conhecimento ecológico e receção e tratamento de tartarugas selvagens feridas.
Por ser um centro de recuperação sem ajudas, este apenas se consegue manter através do financiamento do público ao visitar e pela colaboração dos estagiários e voluntários. Atualmente já tem cerca de 1200 exemplares de tartarugas.
Tem como missões proteger e reintroduzir a tartaruga de Hermann no seu ambiente natural (França), resgatar tartarugas de todo o mundo e educar o público durante a visita ao parque.
É um parque agradável tanto para humanos como para as tartarugas. Permite a proximidade e inclusão no habitat natural destes animais sem os mesmos sejam perturbados.
Estes animais são frequentes portadores de doenças e por isso, ao entrar em cada parque é necessária a desinfeção da sola dos sapatos. Consomem ainda dia 100kg de comida por dia em que apenas metade é comprada e o restante vem das sobras não vendidas nos supermercados da região. Todas as tartarugas possuem microchip e documentos de identificação individual.
São realizadas várias explorações de campo para monitorização das populações da tartaruga de Hermann com o auxílio de um cão (Pastor australiano) treinado especificamente para encontrar estas tartarugas. As tartarugas são pesadas, avaliadas, marcadas com cortes nas laterais da carapaça e libertadas novamente. A identificação destes animais permite o estabelecimento de zonas de proteção ambiental.

 

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