Aves em risco de extinção em Portugal

Portugal é o quarto país da Europa com mais espécies em risco de extinção, de acordo com a última Lista Vermelha, publicada a 18 de julho de 2019, pela Birdlife International e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).
Nos últimos 3 anos houve uma duplicação das espécies ameaçadas no nosso país. As aves mais ameaçadas são as de rapina que estão “criticamente em perigo”. As maiores ameaças a estes animais são o envenenamento, a perseguição direta através do abate, a pilhagem, a destruição de ninhos e a perturbação dos locais de nidificação. As principais espécies em risco de extinção em Portugal são painho-de-monteiro, o britango, a águia-imperial e o abutre-negro.
Estão ainda identificadas 22 espécies que se encontram sob ameaça na União Europeia, destacam-se a pardela-balear, criticamente em perigo, a freira-da-madeira, o britango e o priolo, este último já em perigo. Outras espécies nesta situação são a rola-brava, o zarro, a piadeira, o arrabio, o tordo-zornal e o tordo-ruivo, todas elas espécies passíveis de serem caças em Portugal.
O Homem é o principal culpado da extinção destas espécies, devido a fatores como a utilização intensiva das terras, exploração excessiva dos recursos, alterações climáticas, poluição e espécies invasoras.
Algumas medidas podem ser tomadas para preservar estas espécies e impedir a extinção:
• Manutenção de técnicas agrícolas tradicionais;
• Controlo da expansão das áreas de regadio e das zonas florestais com espécies de crescimento rápido;
• Controlo das espécies invasoras não indígenas (exóticas);
• Reabilitação das áreas florestais autóctones e prevenção dos incêndios florestais;
• Gestão sustentável das espécies e fiscalização das atividades de exploração da fauna selvagem, como a caça;
• Implementação de políticas de sensibilização ambiental;
• Estimular o interesse da população pela conservação do património natural.
