Como é que os peixes produzem eletricidade?

Como é que os peixes produzem eletricidade?

 

Quando ouves o termo “peixe elétrico”, a primeira coisa que provavelmente te vem à mente é a enguia elétrica. É um animal capaz de atordoar ameaças próximas com um poderoso choque elétrico, para que possa fazer uma fuga astuta. No entanto, a enguia elétrica não é o único peixe capaz de produzir campos elétricos. Na verdade, existem centenas de outros exemplos.

Os peixes elétricos podem ser categorizados em fracamente elétricos e em fortemente elétricos. Assim como os nomes de cada categoria sugerem, os peixes fracamente elétricos produzem menos eletricidade e usam-na principalmente como um meio de comunicação ou de navegação. Pelo contrário, os peixes fortemente elétricos produzem muita eletricidade que pode ser usada contra potenciais ameaças e para caçar presas.

A grande maioria dos peixes elétricos reside no grupo dos peixes fracamente elétricos, e possuem órgãos elétricos especializados para produzir até um volt de eletricidade. Eletricidade essa que é enviada para as células, chamadas eletrócitos, que podem armazenar e invocar a eletricidade conforme necessário, dependendo dos sinais que recebem do cérebro do animal.

Apenas um conjunto de peixes elétricos reside no grupo de peixes fortemente elétricos, possuindo órgãos elétricos em várias partes do corpo. A enguia elétrica, um dos exemplos mais conhecidos, é o mais forte de todos os peixes elétricos conhecidos, e pode produzir até 600 volts de potência, que se propaga em vários metros, em todas as direções. Esta energia é utilizada para atordoar presas e afastar possíveis ameaças.
Por mais interessantes que os peixes elétricos sejam, há uma pergunta que os cientistas fazem até hoje: “Porque é que os peixes elétricos não são eletrocutados quando geram eletricidade debaixo de água?”. Infelizmente, não há uma resposta para essa pergunta apoiada em evidências científicas.

 

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