Administração parental de fluídos em aves

Os cateteres em aves podem ser colocados de modo intravenoso ou então intraósseo. A maioria das aves que chega ao consultório chega em estado crítico e, na maioria das vezes, beneficiam em muito a colocação de um cateter.
Em animais selvagens, cujo objetivo é a reintrodução na natureza, não devem ser colocados cateteres intraósseos uma vez que o risco de lesão é muito grande podendo comprometer o seu voo. Caso se opte por um cateter intraósseo, esse procedimento deve ser realizado por clínicos com muita experiência independentemente de ser uma ave selvagem ou doméstica.
A colocação de cateteres intravenosos pode ser mais fácil. Por um lado, por serem colocados da mesma maneira que colocamos os cateteres nos animais de companhia, mas, por outro lado, podem ser complicados de colocar devido as pequenas dimensões das veias.
As veias de eleição são: a veia jugular, a veia basílica na asa ou então a veia metatarsal medial no membro pélvico. Tanto os cateteres intraósseos como os cateteres intravenosos, não devem permanecer mais de três dias.
Também se podem administrar fluídos de modo subcutâneo. Quando se realiza esta técnica é importante garantir que não estamos a injetar líquido para o músculo, para os sacos aéreos, para os pulmões ou então para a cavidade celómica. Quando se administra o líquido deste modo deve-se notar logo uma tumefação na zona, não se deve sentir resistência, isso pode significar que a agulha está encostada ao osso. Deve-se ter em atenção a respiração do animal durante todo o processo.
A taxa de manutenção das aves varia bastante consoante a espécie, idade e tamanho. Os valores podem ir desde 50 ml/kg/dia a 150 ml/kg/dia.
É importante referir que todos os líquidos que sejam administrados na porção caudal do corpo das aves vai diretamente para o sistema porto-renal. Por esse motivo, nas aves, o músculo peitoral é o músculo de eleição para administrações intramusculares.
